O futuro vai delinear ideias que, neste momento, mal são cintilações rápidas nos olhos dos
engenheiros — equipamentos no espaço para aproveitar o vento solar, digamos, ou a energia
rotacional da Terra; ou dispositivos para sombrear o planeta com espelhos colocados no
Ponto Lagrange, entre o Sol e a Terra. Como posso saber disso? Porque a engenhosidade está
mais desenfreada do que nunca neste mundo maciçamente conectado às redes de comunicação,
e o índice de inovação se acelera mediante descoberta acidental, mais do que de planejamento
deliberado. À pergunta, na Feira Mundial de Chicago, em 1893, de quais as invenções que
teriam um grande impacto no século XX, ninguém citou o automóvel, que dirá o telefone
celular. Então, hoje mais ainda, não se pode começar a imaginar as tecnologias que serão
portentosas e lugares-comuns em 2100.

