Confesso que nunca tive o temor de uma guerra civil no Brasil. Mas dadas as circunstâncias e os últimos acontecimentos, os ingredientes para uma convulsão social estão na mesa!
Afetar direitos do trabalhador ou do pobre nunca será o motivo essencial de uma revolução. Pois os pobres não sabem e não tem meios de mobilização eficaz, quanto mais empreender uma revolta social. Além do mais, são os pobres que compõe as forças de segurança de um país! Pode sim ser uma "desculpa" a defesa de direitos sociais, mas não o motivo em si!
As guerras e guerrilhas decorrem quando grandes blocos com poder econômico e político entram em choque. Assim assistimos hoje a guerra dos parlamentares contra o judiciário! Ambos com amplos poderes, mas em choque de interesses. Ambos com apoio de setores da mídia e do grande empresariado e ruralistas, líderes religiosos e sindicais. Enfim, ambos com poder de cooptação popular e capazes de desenvolver uma logística de ataque e resistência. Para um país da nossa dimensão, a influência externa é decisiva, apoiando um lado ou outro (ou os dois lados). Afinal, qual potência não vai querer tirar uma casquinha vendendo suas armas e se tornando credor do lado apoiado?! A Síria é um exemplo: Rússia apoia Assad; os insurgentes pela Arábia Saudita (antes insuflados pelos EUA e aliados).
A Revolução Farroupilha, ocorrida no Rio Grande do sul, nada mais foi que uma classe de estancieiros contra o governo imperial do Brasil! Os escravos e demais pobres guerreiros envolvidos, só serviram para dar um ar "romantesco" ao conflito.
Revolução é briga de cachorro grande! E os nossos cachorros estão rosnando…
A guerra vem aí…

