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AMOAMO

Hipersexualização precoce

O sexo apareceu muito cedo em minha vida. Cresci em uma cidade pequena, do interior, na década de 90. Sem internet, vídeo games e com uma TV que pegava um canal bem e outro chuviscado, na maior parte do tempo brincávamos na rua. Na minha vizinhança, todas as crianças eram meninas. Não tinha nenhum menino. Então cresci no meio delas, brincando de casinha.

Quando tinha 7 ou 8 anos de idade, não lembro ao certo, estava brincando na areia com a Leila, minha vizinha de frente. A brincadeira consistia em colocar minha camisa dentro do calção e encher de areia pela gola, para ficar com um barrigão. Era engraçado. Quando fui tirar a areia, um monte entrou no meu calção. Leila constatou o caso e tratou de tirar a areia. Ela abaixou meu calção e começou a tirar toda a areia do meu pinto. Foi a primeira vez que fui tocado e fiquei duro na hora. O mais curioso é que instantes depois ela disse que iria fazer coco. Ao invés de ir para casa, ela foi em um cantinho, abaixou as calças e começou a cagar, ali, comigo olhando. Foi a primeira vez que vi uma buceta e certamente a única que vi uma pessoa cagando. É estranho, eu sei, mas foi assim.

Dias depois, em uma das muitas brincadeiras com a Joice, minha vizinha do lado debaixo, ela pediu para ver meu pinto. “Eu te mostro a minha e você mostra a sua”, ela disse. Só concordei. A gente nunca se encostou. Eu nem sabia o que era sexo, muito menos punheta. Era legal olhar e sentia legal com ela olhando. Fizemos isso várias vezes. Teve até uma vez que outra menina, da rua debaixo, nem lembro o nome, estava na casa dela brincado e Joice chamou para mostrar meu pau. As duas mostravam suas pepequinhas, depois eu. Não passava disso. 

Quando eu tinha 9 anos, na escola, eu era apaixonadinho pela Claudia. Mas era tímido demais. Ela tinha olhinhos puxados e um cabelinho Chanel bem preto e liso. Era um amor bobinho, platônico, de criança. Até que chegou na escola um tal de Rafael, que vinha com uma fama de menino problema. No primeiro recreio ele sentou escorado em uma pilastra, afastado, mas nem tanto, colocou o pau pra fora e começou a se tocar. Puta merda! O moleque tinha um pauzão. Nem pelo tinha, mas um caralho, meio mole, cumprido, maior do que de muito adulto. A maioria das crianças saiu de perto. Eu fiquei congelado. Claudia, minha paixão, fez o oposto. Foi para perto e ficou parada, bem em frente, olhando fixo para o pau do Rafael. O canalha disse assim para ela: vem, pega aqui, pode pegar. Cara, crianças!!! No recreio! Na Escola! Tudo errado! A Claudia sentou do lado dele, ficou olhando mais um pouco e depois pegou no pau dele. Fiquei sem acreditar.

Todos esses pequenos eventos foram me expondo ao sexo e aflorando uma sexualidade de forma muito precoce. Eu era bem tímido, mas na minha mente as coisas explodiam. Aos 10 anos de idade uma prima do interior, Adeli, veio morar na nossa casa para estudar. Ela era mais velha, uns 16 ou 17 eu acho. Ela fazia as vezes de doméstica em troca da pensão. Nessa época Joice já havia se mudado. A putaria poderia ter acabado ai se não fosse pela Adeli.

Tinha corpão de mulher já, com peitos, bundona. Embora os dentes fossem desalinhados, seu corpo era uma escultura. Nada de exagero, só gostosa. As vezes, ela tomava banho de sol. Em um desses dias ela pediu para eu passar o óleo nela. Estava só de biquíni, especialmente pequeno nos peitos. Enquanto eu passava ela começou a falar: “Que estranho que a gente é né. Se eu ficar assim, de biquíni, com você passando a mão em quase todo meu peito, tá tudo bem, mas se eu tirar assim e deixar o mamilo a mostra, ai dá vergonha”.

Sim! Ela descobriu o mamilo direito e eu fiquei igual a um tonto olhando. Ela só ria da minha cara. Em outro dia, também no ritual do banho de sol, quando eu tava passando óleo em suas coxas, ela pegou e puxou a calcinha de lado. Eu tava com a cara de frente pra sua buceta. Ela só puxou rápido e disse: “Olha a foto!” e se matou rindo. Eu fiquei parado, mas meus olhos tiraram aquela foto, que nunca mais saiu da minha cabeça. Uma buceta peludinha, de lábios bem carnudos. Essa imagem me acompanhou por um bom tempo em minha punhetas, que começaram mais ou menos nessa época.

Por fora, eu era um menino normal. Mas por dentro um depravado sexual. Um fogo ardia em minha, mas meu censo moral era muito reto, acometido pela minha timidez. Se fosse diferente, teria feito muita coisa errada.

Essa foi minha infância. Tudo isso antes da 1ª ejaculação. Essa história talvez seja a menos interessante e até um pouco desconfortável para quem lê. Mas foi assim o começo de tudo. 

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Escrito por Casalsinop

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