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Histórias da guerra

Dezembro de 1943. Céus da Alemanha.

Um bombardeiro americano B-17, chamado “Ye Olde Pub”, mal se mantém no ar.

A parte da frente está destruída, um motor não funciona… e metade da tripulação está sangrando.

De repente, um caça alemão surge atrás deles.

É um Messerschmitt Bf 109.

No controle, está Franz Stigler — um piloto experiente da Alemanha nazista.

Ele só precisa apertar um botão… e tudo acaba.

Charlie Brown tinha apenas 21 anos.

Era sua primeira missão de combate.

O alvo era uma fábrica de munições em Bremen… mas eles nem chegaram direito.

Antes disso, o fogo antiaéreo destruiu a frente do avião e acabou com o sistema de oxigênio.

Caças alemães vieram em seguida, rasgando a fuselagem com tiros.

A 9 mil metros de altura, o vento gelado cortava o interior do avião.

O atirador da cauda estava morto.

Os outros estavam feridos… em choque.

Charlie mal conseguia manter o avião estável.

Eles estavam sozinhos… no coração da Alemanha nazista.

Voando baixo. Lentamente.

Um alvo fácil.

Foi então que Franz Stigler decolou.

Ele era um piloto de elite.

Faltava apenas mais um avião abatido para receber a Cruz de Cavaleiro, a maior honra militar da Alemanha.

Ele alcançou o B-17…

Mirou…

Preparou-se para atirar.

Mas algo o fez parar.

O avião não reagia.

Não havia defesa.

Pelos buracos na fuselagem, ele viu homens tentando salvar uns aos outros… cobertos de sangue… congelando.

E então ele lembrou de algo.

Seu antigo instrutor dizia:

“Se eu souber que você atirou em alguém indefeso, eu mesmo atiro em você. A guerra tem regras. Não somos assassinos.”

Naquele momento…

Aquele avião não era um inimigo.

Era um grupo de homens tentando sobreviver.

Em vez de atirar… Franz fez algo impensável.

Ele aproximou seu caça da cabine do B-17.

Os americanos, aterrorizados, esperavam o disparo final…

Mas ele começou a fazer gestos.

Tentava avisar:

“Pousem na Alemanha e salvem suas vidas”

ou

“Virem para a Suécia, um país neutro”

Mas Charlie não entendia.

Estava confuso… quase inconsciente.

Então Franz tomou uma decisão absurda.

Ele posicionou seu caça entre o bombardeiro…

e as defesas antiaéreas alemãs.

Ele passou a escoltar o avião inimigo.

Os soldados no solo não atiraram —

porque parecia que o B-17 estava sendo acompanhado por um caça alemão.

Franz os protegeu…

com o próprio corpo…

até que chegassem ao mar aberto.

Já sobre o Mar do Norte, fora de perigo…

ele olhou uma última vez.

Levantou a mão em um cumprimento militar.

Balançou as asas do avião…

e foi embora.

Charlie conseguiu pousar na Inglaterra.

Quando contou o que aconteceu…

seus superiores mandaram ele ficar em silêncio.

Eles não queriam que soldados americanos começassem a sentir empatia pelos inimigos.

Franz também nunca contou a ninguém.

Se descobrissem… ele poderia ser executado por traição.

Mas Charlie nunca esqueceu aquele rosto.

Décadas depois, em 1986, ele decidiu procurar o piloto alemão.

Publicou anúncios pelo mundo inteiro.

Até que, em 1990…

uma carta chegou do Canadá.

Era Franz.

“Eu era o piloto.”

Meses depois, eles se encontraram.

Se abraçaram… e choraram como irmãos.

Franz disse:

“Naquele dia, eu não vi um inimigo…

eu vi homens querendo voltar para casa.”

Eles permaneceram amigos pelo resto da vida…

e morreram com poucos meses de diferença, em 2008.

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Escrito por Super Curioso

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