Eu confesso que
Primeiro, gostos não são fixos; eles variam com o ponto de referência.
Segundo, as desvantagens de uma mudança assomam como maiores do que suas vantagens,
induzindo um viés que favorece o status quo. Claro que a aversão à perda não implica que
você nunca prefira mudar sua situação; os benefícios de uma oportunidade podem exceder até
perdas preponderantes. A aversão à perda implica apenas que as escolhas são fortemente
inclinadas em favor da situação de referência (e de um modo geral inclinadas por favorecer
mudanças pequenas, em vez de mudanças grandes).
Mapas de indiferença convencionais e a representação de resultados como estados de
riqueza feita por Bernoulli compartilham uma suposição equivocada: que sua utilidade para
um estado de coisas depende somente desse estado e não é afetada pelo seu histórico. Corrigir
esse equívoco foi uma das conquistas da economia comportamental.

