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Itália – Primeira Noite.

Eu confesso que quando estivemos na Itália, por medida de economia ficamos numa espécie de apartamento de hóspedes na parte de baixo da casa de amigos. Levamos um sobrinho e uma sobrinha. Irmãos. Só havia um quarto, uma cama de casal, um sofá comum, e um colchonete. De comum acordo eu e Marisa decidimos ceder a cama. Marisa ficou com o sofá, e eu fiquei com o colchonete, no chão.. —– Como durante a viagem vi minha sobrinha diversas vezes se sentar no colo do irmão logo imaginei se, apesar do parentesco isso não lhes provocava alguma excitação. Afinal de contas se tratava de um jovem bonito, corpo de quem se prepara para jogar futebol e ela, embora ainda não tivesse seios desenvolvidos e bunda fosse sem graça se trata de uma garota muito feminina, delicada, bonita, macia e gostosamente cheirosa. —– Com isso na cabeça, coisa típica de mim, permaneci “ligado” embora pelo meu silêncio e inércia eu devesse parecer estar dormindo. A essa altura, vinda de fora, a luz iluminação pública atravessava pelas brechas da veneziana, depois as cortinas, indo estampar riscos suaves e desfocados no teto. De modo que era possível distinguir as silhuetas. —– Os dois enfiaram a cabeça sob o lençol (fazia calor) e começaram a navegar com os iphones que a mãe lhes presenteara antes de saírem de viagem. Era era possível ver o incessante tremular da luz dos iphones. Passada quase meia hora, e embora minha mulher normalmente não ronque de modo a incomodar, no absoluto silêncio da cidadezinha da periferia de Roma não havia como não perceber que ela adormecera. —– E aí as trêmulas luzes dos iphones de repente pararam, mas permaneceram acesas. – Que estranho! – Pensei. E aí, um tanto excitado pela possibilidade de que viessem a fazer alguma coisa proibida, imaginei que estivessem usando as mãos para fazer carícias. Encostei a mão no estrado da cama e notei que nele havia uma vibração acelerada e compassada que não podia ser outra coisa. —– De repente a respiração de um deles foi se tornando audível e notei que acompanhava o ritmo das as vibrações. Meu coração, mesmo preparado para isso, disparou. Meu pinto até ardia de excitação, como se eu ainda fosse um adolescente. Minha garganta ficou apertada e era difícil de engolir. Que inveja! E aí ela, sussurrando disse: – Quer fazer? – Rhum rhum!… – Trouxe camisinha? – Ele não respondeu, apenas se levantou, fez alguns ruídos, seguiu-se o ruído do zíper da mochila, dele remexendo-a nervosamente, novo ruído de zíper, tornou a se deitar e disse – Veste prá mim? – Ela respondeu – Folgadinho, não? – E, mais rápido do que eu podia esperar, surgiu o ruído costumeiro de mudança de posição sobre o colchão. Um deles fora por cima. Mesmo na penumbra era possível ver que a silhueta do lençol cresceu e agora se movia para cima e para baixo. —– Em seguida ouvi um curto “aaii!!!” e – Mais de vagar !… – Mas isso não queria dizer que estava difícil de entrar, era quase certo que a camisinha era das lubrificadas. Daí por diante eles pareceram haver esquecido de que eu estava ali, bem ao lado, embora num nível que não me permitia ver o que faziam. O ruído da respiração ruidosa ficava cada vez mais ritmado. A de ambos. Além disso, agora eu podia ouvir um leve, mas perceptível, hic hic do estrado. —– Me espera! – Disse ela. – Me espera! – Insistiu. Sem dúvida ela era dessas raras fêmeas capazes de tomar a iniciativa de propor o sexo e de fazer questão de gozar. Mas ele disse – Não estou aguentando. Já vem! Já veeem!! E deixou escapar um grito abafado pelo travesseiro. E agora os gemidos se sucediam uns aos outros como se tivesse enlouquecido. Quando cessaram ela disse – Filho da puta! De novo? – Ele nada respondeu e, mesmo como eu estava, muitíssimo excitado, não pude deixar de pensar que “deixá-la na mão” era uma coisa que já devia ter acontecido talvez até mais de uma vez. Nada mais aconteceu até quando o dia clareou. —– Pela manhã eu ainda não estava satisfeito. Fui até o cesto de lixo do banheiro e lá encontrei a camisinha toda enrolada em papel higiênico, como se costuma fazer com o absorvente. De fato era uma das lubrificadas. Meu sobrinho gozou tanto, mas tanto, que o conteúdo da camisinha quase dava prá encher uma tampinha de garrafa plástica de refrigerante.

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Escrito por Anônimo

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