Eu confesso que, nas tardes de sábado, sou o zagueiro mais implacável do futebol de várzea e dos campos de terra batida. Rústico, troglodita, a personificação do cão, que bate da medalhinha pra cima nos atacantes adversários. Qualquer zagueiro argentino parece mulherzinha perto de mim. Mas quando anoitece, procuro a rua mais sórdida do baixo meretrício da cidade e me transformo na fogosa “Gretchen, a rainha do rebolado”. Uma fêmea com bumbum guloso e generosa em acarinhar rolas de todos os comprimentos e diâmetros. Da linguiçona mais “anacôndica” e rígida ao piupiuzinho mais “amendoítico”, mixuruca e flácido. O bumbum e a boquinha desta Gretchen não discriminam nenhum piupiu da cidade…

