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Lilith, na mitologia, representa a sexualidade feminina livre, autônoma e não submissa, sendo

Lilith (em hebraico: לִילִית, lilit; em árabe antigo: ليليث) é uma figura feminina nas mitologias judaica e mesopotâmica.[1] Na tradição judaica, Lilith é interpretada por alguns como sendo a primeira esposa de Adão, criada ao mesmo tempo e da mesma forma que ele, e apresentada em diversos mitos e narrativas como uma personagem demoníaca primordial ou um arquétipo na demonologia judaica.[2] Na mitologia mesopotâmica, ela era associada a demônios femininos da noite e aos ventos.[3]

O nome Lilith parece estar relacionado às palavras acadianas lilû (masculino) e suas variantes femininas lilītu e ardat lilî, que designavam espíritos ou demônios noturnos na religião mesopotâmica antiga.[1] A raiz lil- é compartilhada pela palavra hebraica lilit que aparece em Isaías 34:14, embora estudiosos modernos como Judit M. Blair interpretem esse termo como referência a um animal noturno, possivelmente uma ave.[4]

Na Antiguidade Tardia, a partir de cerca de 500 d.C., Lilith aparece em fontes mandeístas e judaicas em historiolas (encantamentos que incorporam uma breve história mítica) em vários contextos e localidades que fornecem descrições parciais dela.[2] Ela é mencionada no Talmude Babilônico (Eruvin 100b, Niddah 24b, Shabbat 151b, Bava Batra 73a) e no Zohar (Levítico 19a) como uma figura demoníaca associada à sexualidade e ao perigo para recém-nascidos.[5] A narrativa mais conhecida de Lilith como primeira esposa de Adão aparece no Alfabeto de Ben-Sira, um texto satírico medieval judaico datado entre os séculos VIII e X.[6]

Muitas autoridades rabínicas tradicionais, incluindo Maimónides e Menachem Meiri, rejeitaram a existência de Lilith como entidade real.[1] No entanto, a figura exerceu profunda influência no folclore judaico medieval e moderno, nas tradições de proteção contra espíritos malignos e, mais recentemente, em interpretações feministas e na cultura popular.[2]

Lilith, na mitologia, representa a sexualidade feminina livre, autônoma e não submissa, sendo um símbolo de independência e poder sexual. Ela recusa a submissão, agindo conforme o próprio desejo, o que a torna um arquétipo de libertação da sexualidade reprimida

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Escrito por Ririviadinha

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