Depois de terminarem de ler, por favor, me digam se minha família é super protetora ou opressora…
Ontem, me abri com minha mãe. Disse o que gostaria de fazer, como gostaria de levar minha vida, etc. Ela me rejeitou, não aprovou. E em nenhum momento eu disse que queria usar drogas, beber, etc., pois eu não quero mesmo! Ela não acredita, mas eu afirmei que mantenho minha posição e ninguém vai conseguir tirar isso de mim!
Fui batizada em uma igreja católica. Cresci com pessoas que dizem que não gostam dos evangélicos que insistem em “converter” você, mas essas mesmas pessoas me obrigam a ser católica e eu conheci o espiritismo e me identifiquei muito mais lá.
Tenho um contato que adoro conversar, elas pensam que é influência, mas essa pessoa só fala comigo sobre, porque eu pergunto, me interessei mesmo.
Eu prefiro entrar em contato com a natureza, do que passar horas dentro de uma igreja. Me sinto melhor assim, mas elas não entendem.
Me coloquei no lugar da minha mãe, mas ela não se colocou no meu. Eu entendo o quanto é difícil quando uma mãe tenta fazer o bem pra filha, mas de um modo que não deixa a filha feliz. Eu quero recompensar ela e ter a vida que tanto sonho, mas como? Eu sei o que ela fez por mim e ela merece ser recompensada por todas as coisas boas, mas ela está entrando em depressão e eu também.
O meu avô e meu pai faleceram, a saudade não passa. Desde a morte deles, me tornei uma pessoa carente demais. Preciso de um abraço e de palavras verdadeiras que me deixem confortável.
Meu último namoro durou mais de um ano e eu terminei com ele, pois minha mãe o reprovou. Para ela, ele não é quem vai me fazer feliz. Mas, ele me dava o carinho que eu tanto precisava, mas eu percebi que o espaço da saudade de meu avô e pai ainda continuava lá, mesmo estando com ele. Ele é agnóstico e mesmo eu não sendo e acreditando em Deus, adorava muito isso nele. Ele me disse que se minha mãe exigisse que ele tivesse uma doutrina, ele seria budista, mas ele não fez isso, pois eu prefiro ele sendo agnóstico. Eu fui feliz ao lado dele, não brigávamos. Ele é uma das melhores pessoas que eu conheci, mas não continuei escondida com ele, pois eu estaria mentindo e enganando todo mundo. E não sei se vou encontrar alguém melhor, nem tenho vontade (por enquanto).
Minha avó não me deixava sair sozinha, até ontem. Ela fica me observando tanto, que chega a sufocar. Quando eu demoro alguns minutos do que o esperado para chegar em casa, ela sai na rua me procurando. Além da preocupação, falta confiança também.
Minha mãe não me respeita. Ela me insulta, diz que meu futuro vai ser de um jeito (um jeito que eu não quero que seja), me compara com outras meninas, sempre me deixando pra baixo, diz que não se arrepende de ter me batido e deveria ter batido mais e ainda, com algo que machuque mais…. Como é de se esperar, minha família toda pensa que sou uma mentirosa mimada e eu não sei o que se passa na cabeça deles, que não acreditam em nada que eu conto.
Gente, eu não sei o que fazer. Conversei com ela ontem, me abri e ela reagiu como uma criança falando com outra criança…. Provável que ela pense que eu não tenha uma capacidade intelectual ou seja lá qual coisa for e por isso, ela não me escuta.
Por favor, mãe. Mesmo se vocês discordam de suas filhas e filhos, coloquem-se no lugar deles, pois se eles são bons alunos, organizados, etc., podem ter certeza de que eles se colocam no lugar de vocês e nunca tem a intenção de magoar, nem provocar qualquer sentimento negativo.
Ah! Tenho 16 anos. Obrigada por serem tão pacientes para lerem até aqui, desculpem-me se causei qualquer sentimento ruim em vocês.

