Você já ouviu falar de infantilismo ? Não ? Então sugiro que pesquise sobre o tema. Enfim, em resumo, infantilismo é quando uma pessoa se sente bem em ser tratada como uma criança. Mais do que isso, quando a pessoa tem necessidade de ser tratada assim. Tenho 21 anos, sou estudante universitária e o infantilismo não reflete na minha vida adulta, não de uma maneira geral. A verdade é que sempre tive a minha mente muito atordoada em relação a isso, ainda criança planejava meu suicídio quando chegava meu aniversário mas sempre desistia. Mas as coisas começaram a se aprofundar quando eu tinha por volta de uns 11 anos, quando eu usava chupeta e mamadeira de boneca e me imaginava uma menininha pequena, e aos 12, quando eu passei a ver o espírito da minha mãe, que usava um vestido verde, vinha toda tarde no meu quarto, brincava comigo e me colocava pra dormir. E detalhe: minha mãe ainda está viva. Se era espírito ou minha mente eu nunca soube, mas aquilo era o meu refúgio e depois de um tempo parou de aparecer, e eu nunca mais a vi de novo. Tentei viver minha adolescência de forma tranquila, volta e meia pensava nesse assunto de querer ser criança de novo (e chorava por isso). Ano passado criei um fake no facebook e consegui entrar em diversos grupos sobre o assunto, enfim, consegui "me achar", mas ainda depois de ter tido um daddy, uma mommy e agora um outro daddy (termos usados na comunidade ABDL) me sinto sozinha e triste por lembrar do carinho que eu tinha em casa, das conclusões infantis que minha mente infantil e inocente criava, da minha vida de antes, de ver as crianças podendo ser felizes como crianças… Eu não acho que seja normal um adulto viver triste e de tempos em tempos se pegar chorando por isso. Muitas pessoas que conhecem o infantilismo o acham fofinho, outras o confundem com pedofilia, outros falam até que se estivéssemos trabalhando não teríamos tempo pra essas coisas (sendo que nunca deixei de comparecer com minhas obrigações adultas por conta disso), mas a verdade é que o infantilismo tem seu lado negro que nem sempre é contado, como uma possível rejeição na infância, traumas sofridos e abusos. Talvez eu seja uma louca que nem você deve estar pensando, mas antes de zombar da minha condição psicológica, lembre-se que isso pode estar acontecendo com a sua mãe, com um irmão ou irmã, seu pai, uma tia… Nunca se sabe, mas você pode ter um infantilista bem aí do seu lado.


Recentemente tem crescido na minha cabeça a ideia de praticar Age Play. De ser um papai carinhoso, um professor mais rigoroso ou até um irmãozinho caçula. Sei que são papéis muito diferentes mas tem me dado prazer pensar que estou nessas posições.