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Me apaixonei pelo meu padrasto

Eu Confesso que me apaixonei pelo ultimo homem no mundo que eu podia me apaixonar. Meu padrasto. Quando minha mãe o levou em casa primeira vez já nos demos bem logo de cara. Apartir do dia seguinte, ele já veio morar com a gente, já que ele não se sentia tão feliz morando com sua família. Na primeira semana convivendo com ele, um já sentia uma conexão muito forte pelo outro. Ele já me defendia quando eu e minha mãe brigavamos e já tinha me alertado que não havia gostado da minha atitude de ficado com um garoto que eu não conhecia muito bem. Minha mãe teve uma crise de ciúmes, por causa da maneira que ele me tratava, mas, depois foi tudo resolvido. Saiamos juntos direto, as vezes minha mãe não estava muito afim de ir e me mandava acompanha-lo. Na rua nós andavamos de mãos dadas e ele me dizia que eu era uma filha pra ele, apesar da nossa pouca diferença de idade, de apenas 8 anos. Com o tempo, ele começou até a me proibir de sair com algumas roupas mais chamativas na rua, ficava aborrecido de verdade se desobedesse ele. Dizia que certas roupas minhas, chamavam muito atenção e ele não queria ninguém me paquerando. Cada dia que passava, ele me tratava melhor. Brincava comigo, fazia cócegas, me dava beliscões…Era como se eu tivesse voltando a ser criança, de tanto que me fazia rir. Nunca tive tanto carinho e atenção na vida que nem ele estava me dando. Fora os carinhos, que aumentavam a cada dia. Minha cabeça ficava meio confusa as vezes, não sabia direito o que sentia por ele. Depois de uns meses, comecei a namorar e quando apresentei meu então namorado pra minha família ele claramente não gostou. Tratava ele supermal, falava mal dele, dizia que ele não era cara pra min, que merecia coisa melhor, que mentia pra min, pra min terminar logo com ele… Fez tanto minha cabeça, que, em uma época que eu já não amava meu namorado, acabei terminando com ele. Por volta de umas semanas depois, percebi que quando saiamos sozinhos ele pegava na minha mão de um jeito diferente. Entrelaçava seus dedos nos meus. Minha cabeça voltava a ficar confusa de novo e senti que eu estava me apaixonando por ele, mas não queria admitir. Como eu e minha mãe as vezes deitavamos na cama juntas pra ver tv, já que sempre fomos muito amigas, ele acabava deitando junto também, mas gostava de deitar no meio. As vezes pegavamos no sono, e quando abria os olhos, eu e ele estavamos abraçados um no outro ou as vezes muito colados. Ninguém via maldade, até porque ele dizia que me via como uma filha e eu não me atrevia a falar dos meus sentimentos pra ele, mesmo as vezes tendo dúvidas se ele sentia o mesmo ou não. Um tempo depois, ele começou a me contar algumas intimidades dele, e eu fui cedendo e contei as minhas também. Começou com uns papos de que o pessoal quando via nós dois na rua, pensavam que eramos namorados. Eu desconversava, é claro. E ele me abraçava, cada vez mais, me tocava, dava beijos na ponta do meu nariz e eu já não aguentava mais…Até que um dia ele se declarou e nos beijamos, quase tivemos relação. Não queria que acontecesse tão rápido, mas, ele dizia que queria que aquilo durasse pra sempre, que minha mãe não precisava saber e que já era apaixonado por min fazia tempo, mas tinha receio de me contar. Depois de semanas, ele tinha a idéia fixa de que um dia eu seria dele e que morariamos juntos, que nos casaríamos, porque me amava demais 😉 Eu, ficava nas nuvens é claro. Estava amando de um jeito que nunca tinha amado antes, de um jeito louco, intenso…Tinha até medo do que eu sentia com ele. Sentia muita culpa por causa da minha mãe, é claro, mas a minha paixão louca falava mais alto. Mesmo com 19 anos, ainda era virgem. Ele falava todos os dias no meu ouvido que desejava me fazer mulher e tirou minha virgindade. Depois de uns meses, minha mãe as vezes desconfiava, e eu comecei a ter medo, chorava todos os dias de culpa, por estar fazendo isso com minha mãe e no relacionamento deles só havia brigas, mas não por causa de min, e sim por causa do temperamente difícil da minha mãe e do jeito meio exibido dele. Ele sempre me dizia que não aguentava mais e que ele só estava morando com a gente ainda graças a min, que ela tratava ele muito mal. Dizia que me amava demais, e que apesar de eu ser carinhosa com ele, não acreditava no meu amor por eu ser muito nova, e que tinha medo que eu o trocasse por outro a qualquer hora.Nunca faria isso, ficava triste em ele pensar isso, o considerava o amor da minha vida. Mesmo sabendo que ele já tinha traído a ex dele várias vezes, eu confiava nele. Mas, chegou um momento que, mesmo amando ele mais do que minha própria vida, pedia pra acabar com tudo aquilo, por causa da culpa e do meu medo de estar prejudicando ele, caso alguém descobrisse nós dois. Ele não deixava, dizia que se eu largasse dele eu iria pagar caro, porque ele me amava demais. Fazia várias ameaças. Uma vez quase fui embora de casa, mas ele me impediu. Não aguentava mais, sentir ciúmes dele com a minha mãe, queria quem eu amava só pra min. Era péssimo ser obrigada a ouvir os dois fazerem sexo. Me doía por dentro. Mas ele falava que tinha que fazer, por que ela cobrava ele e pra não dar nada na cara. Chegou um dia que não aguentei, meu ciúmes falou mais alto e eu fiz dois cortes no meu braço de tanta raiva. Já estava de saco cheio de tudo mesmo, dá maneira que eu era tratada pela minha mãe, da minha vida em geral…Parecia que só ele me entendia. Quando ele viu os cortes no meu braço, me agrediu e disse que eu estava louca em ter feito isso. Minha mãe desconfiou que era de ciúmes e ameaçou a procurar algum conselheiro espiritual pra descobrir se nós dois estavamos tendo um caso. Ele acabou soltando sem querer, achando que ela tava dormindo. Tentamos negar depois, mas não adiantou. Mas aí, fui conhecendo um lado dele que fiquei surpresa… Eu perguntei pra ele se iriamos morar juntos mesmo, que nem haviamos combinado e se agora ele iria assumir nós dois, já que minha vida estava acabada mesmo e minha mãe não me queria ver na frente. Ele respondia que sim, mas seus olhos não diziam isso. Me olhava com deboche, pensei que era porque tinha usado drogas um pouco antes, mas não era bem isso. Me desesperei e tentei me suicidar, estava pendurada na janela, quase caindo. Ele e minha mãe me puxavam, e ele falava: Não se mata, você vai me prejudicar. Vai acabar com a minha vida. Fiquei chocada, só conseguia chorar e gritar, não estava acreditando. Ele chorava pra minha mãe, pedia perdão pra ela, quando ela disse que achava que estava grávida. Parecia mentira…Como é que pode? Ele dizia que não queria mais filhos com ela e sim comigo, e ficou assim? Sem perceberem, bebi vários comprimidos fortes diferentes na intenção de me matar, já que haviam trancado as janelas. Já estava meio mole, chorando demais e já meio inconciente perguntei pra ele se iria me abandonar. Ele disse que estava voltando pra casa da familia dele, mas pra min não esquentar a cabeça, porque com certeza ainda naquele dia me ligaria. Ele foi chutado de casa pela minha mãe e eu só coseguia chorar e gritar. Mesmo meio dopada de remédios, eu não senti muita confiança nas palavras dele. Doía demais, só conseguia lembrar do último beijo que ele havia me dado um dia antes, um beijo apaixonado…quer dizer, da minha parte, porque da dele era pura mentira. Apareceram familiares dele na minha casa, me julgando, dizendo que eu era uma vagabunda de ter dado em cima dele. Mas, juro pela minha vida, quem se declarou pra min primeiro foi ele, só me deixei levar, estava apaixonada, mas se fosse pra falar antes dele, não teria coragem. Mas pras pessoas ele contou tudo distorcido: que eu me exibia pra ele, me esfregava nele e ele não aguentou, porque é homem… Que eu não era virgem coisa nenhuma, que sangrei pouco na nossa primeira relação (sendo que ele me viu sangrar mais de uma vez). Ok, já havia tido um toque mais intimo com o meu ex, mas ainda era virgem. Mas, ele começou a espalhar pra todos tudo que nós fizemos na nossa intimidade. Me defamou demais. Isso tudo, na mesma hora que chegou na casa de seus familiares. Eu estava sem reação, e o efeito dos comprimidos que eu havia tomado estava indo embora, o desespero só aumentava. Não me sentia mais tão dopada. Abri a gaveta e achei um veneno e despejei em um copo com refrigerante pra amenizar o gosto ruim e bebi. O efeito demorou, mas, comecei a ficar pálida e estava desacordando aos poucos. Minha mãe chamou uma ambulância e só me lembro de ter acordado e sentido uma sonda entrar pelo meu nariz. Estava em um hospital precário, assustada, sem lembrar muito o que aconteceu. Minha mãe estava comigo, mas saia toda hora do quarto. Sempre me olhava feio, me xingava, mas, estava eu estava estranhando porque o celular tocava demais e ela não falava na minha frente. Quando tive alta, descobri que era ele ligando pra ela e que os dois estavam se falando como antes e haviam voltado. Até quando eu estava no quarto, quase morrendo eles se encontraram e se beijaram. Falavam o tempo todo mal de min, é claro. Ela me contava rindo que ele dizia que eu era uma vagabunda dissimulada e que ele só tinha me impedido de ir embora de casa quando estavamos juntos porque eu era uma falsa e espalharia coisas dele pros outros, mas pra min, tinha dito que não queria que eu fosse embora porque me amava e não viveria sem min. Eu estava sem chão, paralizada…Não tinha fome, sede,nada. Só conseguia ficar deitada olhando pro nada e chorando. Fiquei assim por dias, e minha mãe sempre encontrava com ele na rua e ia dormir na casa dele. Ela sempre fazia questão de contar o que ele falava de min, e eu ficava cada vez mais machucada por dentro. Tudo que acontecia entre a gente ele contava tudo distorcido pros outros. Até os familiares dele, que eram mais próximos de min, já que estavam com raiva falavam mentiras sobre min. Me sentia um lixo, a pior das criaturas. Tudo bem, errei feio em ter me envolvido com o namorado da minha mãe, mas, não errei sozinha, ele também errou. Fui julgada por muita gente, e ele não. Pelo contrário, é só alegria no fim de semana dos dois e eu ficava em casa sozinha, sem nada pra me distrair, com tudo trancado por causa da tentativa de suicídio e o pior, a dor emcional que eu estava sentindo. Chorava todos dias, e não entendia porque ele estava me queimando pros quatro cantos do mundo, nunca faria isso com ele. Erramos juntos, não era justo só eu pagar por isso. Porque ele não deixou eu acabar com aquilo enquanto era tempo? Até hoje não entendo. Os dias passavam, e eu emagrecia, ficava pálida, desleixada com a minha aparência…não tinha mais forças. Era cada vez jogada mais de lado da vida minha mãe, ela mal olhava pra minha cara, e dizia que a culpa era minha que ele havia ido embora e que a vida dela sem ele não era nada. Passou-se quase um mês e eu estava tentando ficar melhor e fui no cabelereiro, quando cheguei ele tava em casa. Tratei ele bem, mas friamente. Senti um vazio enorme por dentro e ele me olhava estranho. Até hoje não entendo o olhar dele naquele dia. Semanas depois, soube que ele levou uma surra na rua injustamente por um motivo bobo e minha levou pra casa de novo, eu ajudei a socorrer e cuidar dele, e quando me viu me pediu um abraço e pra que eu cuidasse dele. Eu só conseguia chorar, ainda doía muito ver ele na minha frente. Dias depois, ele voltou a morar com a gente e o comportamento da minha mãe comigo foi melhorando, mas acredito que só mudou porque ela se sentia mais feliz do lado dele, apenas isso, não por causa de amor de mãe nem nada. Ele me tratava friamente, só fazia questão de dizer que não queria eu muito fora de casa e fazia cara feia quando eu saia com as minhas amigas. Era difícil, sabe? Ver ele mandando em min depois de tudo que aconteceu, até porque ainda amava ele. Eu estava com depressão, e ele percebia. Só chorava e tomava remédios pra dormir, porque nem sono eu tinha. Umas semanas depois, tentei outro suicidio, tomando o mesmo veneno de antes, por causa de umas coisas que a minha me disse, me senti um lixo. Os dois me acompanharam no hospital, e depois desse dia ele passou a me tratar bem melhor. Um amigo dele estava afim de min, mas quando disse que até me interessava também, afinal, queria esquecer ele pelo menos um pouco, ficou me ofendendo e dizia pra min me colocar no meu lugar porque ele não ia gostar nada que eu me envolvesse com amigo nennum dele. Passou um tempo, e esse amigo dele veio me ver em casa, e ele começou a falar coisas horríveis de min: que eu tinha cara de ser um anjo, mas não prestava…Não estava entendo, queria me queimar de verdade pro amigo dele. Ainda chorava por ele, é claro, mas quem sabe se me envolvesse com outra pessoa, eu esqueceria um pouco? Um dia na rua, olhei pra um cara que tava me paquerando e ele virou a cara pra min, me xingou demais. Vai entender, rsrs. Depois dele, não tinha ficado com mais ninguém, mas, o que tem de mal em só paquerar? :/ Ele fica falando que vai me queimar pro vizinho que eu tenho vontade de ficar e blablablá, não aguento mais. E fica me proibindo de ficar na rua, como se eu fosse criança de novo. Minha mãe as vezes briga com ele, porque fica com brincadeiras de beliscões e tapinhas de novo, mas claro, não chega nem perto do que era antes. Conversamos normalmente, não me intrometo na vida dele, mas, ele faz questão de se intrometer na minha. Fazer o que, né? Ainda bem que já melhorei muito, porque hoje vejo que ele não vale nem um pouco a pena, já que fica de papinho com mulher na rua e tal, ele é sem vergonha mesmo, isso é fato. Vez ou outra joga umas indiretas meio indecentes pra min, mas eu desconverso e nem dou atenção. Por mais que os outros briguem, que eu falo e tal, não adianta que ele não para de se intrometer na minha vida e de me prender. Gosto dele, mas, NUNCA mais me envolveria com ele de novo, tenho vergonha na cara e respeito pelos outros. Quero alguém totalmente o contrário dele: que não pense em coisas erradas, que não use drogas quase todo dia, que não aja que nem um sem vergonha na rua… Sei que mereço coisa melhor. Sempre digo pras pessoas, principalmente pra minha mãe que sei do erro que cometi, e aceito de boa as críticas, só não aceito mentiras sobre min. E outra coisa: Não errei sozinha, se for pra julgar que julguem os eu e ele e não só eu. Hoje sou outra pessoa, não ajo mais por impulso, e em relação a se apaixonar, procuro não criar mais expectativas por ninguém, e nem me envolver muito. Tudo que aconteceu foi muito recente, ainda tô digerindo tudo isso…e suicídio? Nunca mais. Sei que Deus vai me castigar pelo meu erro, que foi grave, mas não julgo os outros. Minha mãe me julga muito, fico triste, porque apoio algumas coisas erradas que ela faz e já fez e não a condeno. Se gosto dele ainda? É difícil responder porque ainda tô esquecendo, conviver junto depois de tudo não é fácil, mas estou me saindo bem, só não gosto que ele mande exageradamente em min e peça sempre pra minha mãe que eu nunca seja independente e vá embora de casa. Confuso, né? Mas, o jeito é não ligar.

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Escrito por Anônimo

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