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Me sinto inútil…

" Oi, eu não quero revelar meu nome, mas me chamem de Ali; tenho 14 anos e as vezes, me sinto inútil. Não tenho ninguém para ouvir o que eu digo, quando tentei convencer meus pais para ir à uma psicóloga, ela acharam desnecessário e fizeram pouco caso a isso. Eu me sinto muito sozinha, meu pai nunca para em casa e minha mãe trabalha muito, já meu irmão mais novo, eu não sei, acho que ele não se importa muito comigo.
Todos os dias, em que minha mãe trabalha ela me pede para fazer algo em casa, como, lavar a louça, varrer, passar pano, organizar, entre outros, e eu costumo lavar a louça e organizar a casa, mas ela nunca percebe, já meu pai, eu tenho certeza que ele prefere meu irmão, sempre que eles saem juntos, meu irmão ganha presentes, já eu nunca ganho nada dele, e sempre que peço algo, ele diz que gastou demais comigo (sendo que ele comprou só algo para mim comer, o resto, foi café PRA ELE, roupa PRA ELE…).
Eu também não tenho muitos amigos, a maior parte do ano em que estudo fala mal de mim, e eu sempre aguento tudo, é muito raro eu chorar, mas tem dias em que eu não aguento. É como se todos fossem melhor que eu, e isso cansa, eu já pensei em diversas formas de acabar com tudo, mas sempre falta coragem.
Eu estava pensando, e percebi que eu sou a grande causa das desgraças na minha família, meu pai morou um ano inteiro sozinho na Holanda, e durante esse ano ele descobriu muitas mentiras minhas, eu fiz coisas horríveis e quando ele descobriu, ele me olhou com os olhos transbordando, e se você pensou que eram lágrimas, está enganado, seria melhor de fossem, ele me olhou com decepção, só com o olhar dele eu sabia o que ele pensava:
– Essa foi a menina que eu criei e eduquei todos esses anos? Por quem eu batalhei diariamente para trazer uma vida boa à ela? Foi por ela que eu passei dias e dias em claro, me perguntando se ela estava bem? Foi por ela? Uma menina qualquer? Foi o tipo de menina que eu rezei e pedi a Deus que não fosse minha filha.
O meu mundo tinha caído, todos que eu amava, me olhavam com decepção, eu me sentia só, e foi depois disso, que todo o inferno que eu chamo de vida começou.
Desde esses dias, minha família não era mais a mesma, todos preferiam meu irmão, ele é quatro anos mais novo que eu, e eu não me importo que ele seja menor, eu quero o mesmo carinho que meus pais dão a ele, se ele faz algo errado, eles nunca brigam com ele, de uma forma ou de outra a culpa sempre cai em mim, e eu sempre saio perdendo.
Foram inúmeras vezes que a culpa por algo que ele fazia caía em mim; Na verdade ele nunca passou pelo que eu passei, eu sofri bullying durante anos, e foi horrível, eu me sentia sozinha, excluída e deslocada; E isso contribuiu para uma de minhas fobias: Sociofobia (Para as pessoas com transtorno de ansiedade social, as interações sociais cotidianas causam ansiedade irracional, medo, autoconsciência e constrangimento.); e para contribuir eu tenho Transtorno de Ansiedade Generalizada (O transtorno de ansiedade generalizada (TAG) é caracterizado pela ansiedade excessiva e preocupação exagerada com os eventos da vida cotidiana sem motivos óbvios. Pessoas com sintomas de transtorno de ansiedade generalizada tendem sempre a esperar um desastre e estão sempre extremamente preocupadas com saúde, dinheiro, família, trabalho ou escola. Em pessoas com Ansiedade Generalizada, a preocupação geralmente é irreal ou desproporcional para a situação. A vida diária torna-se um constante estado de preocupação, medo e pânico. Eventualmente, a ansiedade domina o pensamento da pessoa, interferindo no funcionamento diário, incluindo o trabalho, a escola, as atividades sociais e os relacionamentos.) e Hiperidrose (Hiperidrose é uma doença caracterizada pelo suor excessivo, mesmo quando não está calor ou a pessoa está deitada. Atinge várias partes do corpo. Suas causas podem ter origem genética ou patológica. Pode ser causada por uma gama de problemas. O agente causador mais comum é hereditariedade, mas também pode ser ocasionada por fenômenos como menopausa, doenças cardíacas, ansiedade e diabetes, entre outros.), além de eu ter suspeitas de depressão moderada a severa e eu também crio um mundo imaginário na minha cabeça em que tudo é perfeito (é o único momento em que posso ser o que eu quiser).
Na minha cabeça, meu futuro é incerto, mas eu sei o que eu quero ser quando maior, só não sei se vou conseguir chegar lá. Eu sempre tiro notas medianas, e eu não sinto vontade de fazer nada só ler e ver TV, eu não curto mais sair, não curto conversar com amigos, conhecidos, parentes… Não sinto vontade de sair de casa, entre outros.

Bom, é a minha primeira vez "confessando" e, foi muito bom fazer isso.
Tchau!

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Escrito por Anônimo

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