Não sei se por insegurança, ou se por medo, as vezes me pego pensando em como consegui conquistar a amizade da pessoa, talvez hoje, a mais, ou uma das mais importantes de minha vida. Sabemos que nem sempre as coisas saem como queremos, e isso é perfeitamente compreensível visto que amigos são como ondas de um oceano infinito, vem e vão, mas sempre estão ali. Como com vários, creio que comigo a situação não seja diferente. Tenho um melhor amigo, pelo qual seria capaz de matar e morrer, ma não sei se ele tem um amigo pelo qual seria capaz de fazer o mesmo. Se a amizade é recíproca, sim ela é, mas eu não saberia dizer se na mesma intensidade daquela que eu ofereço. Pensando um pouco mais nisso, me perguntei por que eu me indagaria sobre isso agora, afinal temos nove anos de amizade, e eu nunca me senti inseguro quanto aos elos que nos mantiveram unidos estes anos todos, e se quer me lembro de ter passado por brigas ou desentendimentos. Mesmo tentando me convencer com o fato de que essa amizade só está de pé por que foi da vontade dele, tenho medo de perder, seja pelo distanciamento, ou pela indeferença. Indiferença esta que eu consegui conquistar graças ao meu gênio isolado, calado e sem assunto, que força a ele ignorar-me em certas ocasiões, ou distanciar-se algumas vezes. Meu maior medo é que em um futuro próximo, as circunstâncias não favoreçam o amadurecimento desta amizade. Será que eu sou o culpado de ser assim? Ou que serei o culpado de qualquer coisa que possa acontecer? Estas são perguntas que eu não sei responder, e para dizer a verdade, prefiro não saber, pois tenho medo, medo de mim e do que eu possa fazer.

