Eu confesso que conheço a Vilma desde quando ela era casada com o primeiro marido. Ele era mulherengo, mas numa dessas, se apaixonou pela amante e pediu o divórcio.Como ele tem boas condições financeiras, convenceu os filhos de 10 e 8 anos, que a vida com ele seria bem melhor. Presentes, viagens, conforto…Na frente do juiz, os filhos escolheram o pai, que ganhou a guarda.Ele deixou a casa pra ex. Ela que não trabalhava quando casada, teve de arranjar emprego numa loja. Meses depois, conheceu o vagabundo, que logo foi morar na casa dela. Ele só trabalha de vez em quando, gasta o dinheiro dele e o dela na pinga, e ainda a espanca direto.Uma vez, ele chegou a quebrar o braço dela. E um dia, ela esqueceu de lavar a calça que ele mandou, então, ele bateu tanto, que ela perdeu o filho que esperava dele. O ex marido, soube das surras e proibiu os filhos de visitarem a mãe, porque eles podem correr perigo. Eu não vou mais lá, porque tenho medo que por algum motivo, ele comece a espancar Vilma na minha frente, e eu não vou saber o que fazer. Ela de vez em quando aparece, se lamenta. Mas não adianta conselho. Vizinhos dela já chamaram a polícia, e o canalha ficou preso pouquíssimo tempo. Depois ela aceitou de volta. E quando parece que já chegou no limite da humilhação, aconteceu pior. Eu não sei o que deu na cabeça dela de ir no boteco chamar o marido. Os bêbados ficaram tirando sarro, ela respondeu mal. Então saíram três bêbados do boteco e começaram a bater nela, ali na calçada. O dono do bar e mais uns dois fregueses separaram. o marido arrastou Vilma pra casa e bateu mais ainda. Quando ouvi isso, fiquei com muita raiva dele, e até dela, por aceitar isso. Não sei se algum dia ela vai acordar. Ela nem é feia, poderia arranjar alguém melhor. E mesmo que não arranjasse, seria melhor ficar sozinha que aturar tanta surra e humilhação! Até chorei de ouvir essa do bar. Mas não dá pra ajudar uma pessoa que não quer ajuda!

