Eu confesso que ODEIO A MINHA CUNHADA! Nunca ví uma pessoa que cuida tanto da vida dos outros como ela. E não somente cuida como julga!E parece que tem uma nuvenzinha negra de tempestade que a acompanha em cima da cabeça! Tipo em desenho animado. (risos – tem que ter algum, pois do contrário eu surto).
Tudo começou com o dia em que a conheci – Fui à casa dela, com meu marido (q na época era namorado) e de primeira ela soltou uma – NEM SE ACOSTUMA POIS ELE VAI TE LARGAR LOGO.
Lógico q eu mandei outra – AHAHA, É MELHOR VOCÊ SE ACOSTUMAR COM A MINHA CARA, POIS EU VIM PRA FICAR!
Bem, dito e feito! heheh. Mas enfim, como sou uma pessoa que ainda tenho fé no bem do ser humano, fui dando chances e acabamos virando “amigas”. Deixei pra lá e estávamos numa boa.
Em meados de eu marcar meu casamento no cartório, eu já morava com meu marido, mas estava com medo de me casar no papel, pois notei que eles são devotos de alguns costumes meio arcaicos e machistas. Tinha medo de um mero papel (pois o quê importa entre duas pessoas é o amor e não o papel) mudasse a minha vida. Medo que por causa do casamento formal eu tivesse que mudar a pessoa que sou.
Enfim… um pouco antes de agendar o casório no cartório, ela ligou aqui em casa de desabafei com ela. Justamente o que citei acima. Que os costumes da familia deles entrassem na minha casa e que eles se intrometessem na minha vida com ele. Ela se mostrou super compreensiva, e disse pra mim conversar com meu marido e seguir em frente. Pois a família dele é mais tradicional, a minha é mais modernosa – fui criada pela minha mãe somente e sempre fomos super feministas! Mas feministas de boa, rainha do tanque quando quer! ahah
Conversei com ele – e ele me jurou que nada mudaria, que continuaríamos os mesmos! Fiquei aliviada e segui em frente.
No dia D. Tudo indo certo. Na hora em que meu sogro me viu com uma roupa tradicional Hindú (sou hinduísta e eles evangélicos – nada contra nenhuma religião) já fez uma cara meio estranha. Mas lá fomos nós. No momento em que a juíza lia a certidão de casamento, onde eu iria manter o meu nome, ele fez um gesto de indignado.
Na hora dos parabéns, todo mundo dizendo boas palavras e a Naja da minha cunhada já me solta um: “paciencia! Muita paciência” (pessimista, né?) Mas levei na esportiva.
Festa rolando… tudo de boa… Exceto uma observação: Minha mãe já tinha tomado umas caipirinhas e estava toda animada… dançando, brincando com todo mundo… E A MINHA CUNHADA MEDINDO ELA, OLHANDO FEIO… Pra vcs terem uma idéia, saiu até em foto! A Naja olhando torto minha amada mãe.
E piora… rs
Em meados das 21:00h… minha família já tinha ído toda embora… e restaram somente os amigos e os meus sogros, a Naja e o marido dela (que por sinal, o cara é muito gente fina! Merece coisa melhor).
Começamos a juntas o excesso de coisas, tipo excesso de mesas, flores… etc.
Quando eu estava na cozinha, ao lado de uma amiga minha, juntando as flores, a MINHA CUNHADA ME VIRA E COMEÇA A FAZER UM DISCURSO DIZENDO QUE AGORA QUE ME CASEI QUE EU TERIA QUE MUDAR.
aaaaaahn… mereço neh?
Nessa, eu tentando explicar que… não é assim que funciona que eu tenho uma criação, que o meu marido tem outra e que…….. (ela interrompendo) NÃAAAO, AGORA TEM QUE SER ASSIM ASSADO. E pra piorar se juntaram os meus sogros e os 3 ENFIANDO O DEDO NA MINHA CARA E DANDO SERMÃO, DIZENDO COMO A MINHA VIDA A DOIS TINHA QUE SER.
É lóoooooooooooooogico que eu surtei! Imposição e eu nem conseguia me explicar? E no dia do meu casamento? Pow eu jah vivia com o cara!
Me senti traída… Mesmo mesmo…
Depois houveram outras alfinetadas vindo do meu sogro. Mas tudo começou pq a Naja da minha cunhada deu início a essa palhaçada.
Enfim… nem lua de mel fizemos pois não tinha clima e toda vez que meu marido encontra a familia dele sem eu estar junto, ele volta diferente.
É logico que logo dá divórcio. É triste, pois amo muito ele, ele é incrível… mas o pacote de brinde é foda.

