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Minha História, A Verdadeira História de um Corno 3ª Parte

Procure ler as duas primeiras partes dessa história para entender de forma completa.

Idade Adulta.

Após o termino daquele namoro, entrei em uma fase muito conturbada de minha vida afetiva e sexual. Eu trabalhava demais e não estava tendo tempo para cultivar um relacionamento, embora saísse muito e me relacionasse com muita gente. Tive vários namoricos, transas esparsas, algumas garotas que se apaixonaram, mas eu não sentia nada especial.

com 26 anos, conheci uma menina muito safada que virou minha namorada. Ela quase me forçou rss. Ela era bonita e muito gostosa, mas eu  não sentia um verdadeiro interesse por ela, exceto no sexo, porque, como eu já disse, ela era muito safada, gostava muito de dar e nós chegamos a transar cinco vezes em uma mesma noite. Só parei porque fiquei com medo de ter um troço.

Namoramos por cinco meses, mas eu tive que fazer uma viagem – uma semana apenas – e, quando voltei, ela me contou muito constrangida que havia se encontrado com o ex-namorado e que tinha “rolado um lance”. Na verdade ela deu para ele. Eu recebi a notícia com uma certa indiferença e percebi que realmente não sentia nada de especial por ela. Segui o namoro, até que saí com uma pessoa que eu já conhecia e nos beijamos. Eu senti algo bem gostoso, pedi ela em namoro e, no dia seguinte terminei com a namorada safada.

A nova namorada era bem mais recatada (aparentemente), mas era muito geniosa e nós tivemos um namoro bem conturbado, marcado  pelo meu ciúme e pelo temperamento difícil dela. Eu ainda não sabia, mas ela se tornaria a minha primeira esposa.

Namoramos por três anos e eu sempre com crises de ciúme, porque ela tinha umas coisas estranhas, desaparecia em alguns dias, não atendia meus telefonemas, não estava em casa, ninguém sabia de seu paradeiro, mas depois aparecia com a cara mais lavada, dando umas desculpas esfarrapadas. Eu não percebia, mas, quando isso acontecia, eu ficava ainda mais apaixonado por ela. Era como se eu a estivesse disputando com outros, mesmo ela sendo minha namorada em um relacionamento sério e sólido.

Passei três anos desconfiando dela, mas nunca consegui provar nada e ela acabou engravidando e nós nos casamos. Eu estava às vésperas de completar 30 anos. Foram dois anos casados, até que, com uma artimanha minha, acabei provando que ela estava me traindo. Fiz provas tão sólidas que ela nem tentou disfarçar. Baixou a cabeça e admitiu tudo. 

Eu nem sei explicar o que se passou comigo naquela época. Entrei em colapso total. Era um misto de ciúme, autoestima destruída, paixão, depressão, desespero, enfim, tudo de destrutivo que é possível ao mesmo tempo. Ela me deixou e eu fiquei ainda pior. Era uma ideia fixa. Queria ela de volta de qualquer jeito. Eu me humilhei, implorei, chorei, pedi perdão (não tinha por que), mas não adiantava.

Foi um período difícil também para ela, porque os pais dela, sabendo de tudo, colocaram-na sob vigilância cerrada e ela era dependente e ainda tinha um filho para criar. Tinha de obedecer, não podia sair de casa, a menos que fosse comigo.

Uma vez ela me pediu que a levasse para falar com uma amiga e eu fui levar. Quando chegamos lá, ela não me deixou entrar e me fez ficar esperando debaixo do prédio. Foram mais de duas horas de espera. A situação se repetiu mais duas vezes e, sempre que ela retornava, eu tentava beijá-la, dizia que a amava, que estava louco por ela, que queria ela de volta, entre outras cornices do gênero.

Até que, na terceira vez, ela reagiu de forma bem agressiva e me disse: “Cria vergonha. Eu estava com outro homem agora há pouco, estou toda gozada aqui e você está aí se declarando. Não se humilhe mais, tenha dignidade.”

Fiquei ligeiramente envergonhado, mas minha loucura era tanta que eu me ofereci para limpá-la, para ela não ir para casa gozada como estava. Ela me olhou com enorme desprezo e me ameaçou de não permitir mais que tivesse acesso a meu filho, para que o menino não soubesse que o pai era um corno tão sem dignidade.

Eu me comportei. Mas segui ainda por muito tempo me arrastando por ela, dando presentes, levando para jantar em restaurantes caros, fazendo tudo para impressionar, mas não teve jeito. Ela não me queria mais mesmo. Seguimos assim por três anos, até que, numa noite inesquecível, ela me informou que estava grávida do cara. No auge do desespero (e da cornice) me ofereci para recebê-la de volta e assumir o filho. Ela então me pediu para desaparecer, pois não queria mais ter contato comigo, porque eu era desprezível. Eu me conformei.

Nessa altura, embora eu ainda não percebesse, eu já estava bem mansinho. Era uma situação bem contraditória, pois eu não aceitava a cornice, achava deprimente, mas, na prática já era um corno incorrigível. Eu só não me aceitava como tal e isso era muito ruim. Na verdade eu usava uma máscara para esconder de mim mesmo o que eu não queria admitir, porque, embora sendo em quase todas as situações da vida um homem muito machão, capaz de resolver todos os problemas e enfrentar todos os desafios, com mulheres eu era claramente um beta sem conserto. Mas, repito, eu não me aceitava.

No próximo capítulo relatarei meu segundo casamento e a aceitação da cornice.

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Escrito por Maridomansodf

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