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Minha triste vida gay

Acho que partilhar o que vivo talvez seja, sem brincadeira um roteiro de uma novela ou de um filme, um livro – só pra falar de questões sexuais – que na verdade são amorosas – ao menos o intuito e de que fossem.
Percebi que era um menino diferente ainda bem pequeno, mas isso não ocupou muito espaço na minha cabeça na infância. Acho que tinha uns quatro anos usei salto alto (e escondido, não lembro por que, mas de alguma forma sabia que "não podia". Algumas outras vezes em idades variadas da infância eu esporadicamente colocava uma toalha na cabeça pra fingir ser cabelo de mulher, ou usava um brinco de pressão…por fim, realmente não detinha meu tempo muito nisso. No inicio da pré-adolescência tive uns contatos sexuais com outros meninos – leia-se primo e amiguinhos – por fim, eu não pensava se eu era gay ou não com aquilo.
Meu primeiro amor platônico não foi gay – gostava de uma garota do prédio onde morávamos e ela só me via como amigo e durante muito tempo só pensava nela, chorava sozinho – por fim, depois de um bom tempo…tipo uns 3 anos insistindo nós ficamos juntos e, assim como inesperadamente ficamos juntos, também acabou como se nunca tivesse acontecido; logo ela foi embora para outro lugar da cidade com a família e no ano seguinte minha família e eu fomos morar no interior – perdemos o contato.
Engraçado que aquilo que eu disse pra mim mesmo parece ter se cumprido e ser assim até hoje – eu disse pra mim que não ia amar nenhuma outra garota.
Naquele mesmo ano conheci na escola um garoto que veio de transferência – Pablo, e pela primeira vez tive um sentimento de querer namorar um garoto – passava dias e noites pensando e chorando. Era o último ano de estudos do 1º Grau/Ensino Fundamental e assim que acabou cada um foi pra seu canto, e ele nunca soube o que eu queria dizer…eu tinha 14 anos.
Com 16 anos conheci um rapaz em outra cidade (tinha ido morar com meu pai) e ocorreu o que havia ocorrido com Pablo.
Quando eu tornei a morar com minha mãe conheci o João Batista, também no colégio. Naquele ano ele não terminou os estudos e a pesar da distância eu tinha ele no pensamento e assim continuou sendo durante os 4 anos seguintes, mesmo tendo me mudado pra minha cidade natal – Rio de Janeiro, distante a mais de 1.500 km de onde o encontrei.
Eu já tinha uns vinte e poucos anos quando conheci um colega do trabalho e também depois de algum tempo me apaixonei por ele. Eu tinha na minha mente que desta vez tinha que ser diferente…tinha que dizer o que eu sentia, ao menos.
Com o passar o tempo nos tornamos próximos – sempre saíamos juntos – Maracanã, Feira de São Cristóvão, Show, Cinema, carnaval – e sempre que eu achava que ia ter uma oportunidade ele se antecipava e tratava de falar das garotas com quem já ficou ou em quem estava interessado. E tudo não era retórica – tudo isso era evidente por que todos ficavam sabendo das aventuras amorosas dele.
Ainda assim institi que deveria contar então, escrevi uma carta em inglês e pensei – caso ele tenha interesse então ele vai dar um jeito de traduzir e ler – passaram-se duas semanas e num domingo a noite ele me liga querendo me encontrar. Eu senti medo – achava que seria uma emboscada. Fomos a Copacabana e então conversamos… e pra minha surpresa ele quis ficar comigo. Não que a partir daí deu tudo certo – ele continuava dar em cima de garotas – inclusive na minha frente. Eu era uma opção – em um momento ele estava saindo com três meninas e comigo – eu sabia – ele contava, mas eu suportava por que não queria perde-lo. Por fim, depois de uma humilhante noite eu parei de sair com ele – ele optou por uma mulher que viria a ser a mãe de suas duas filhas (depois ele separou, tentou me procupar de novo mas eu já tinha desencanado).
Mudei de cidade, e também me apaixonei por outro colega de trabalho – só depois de dois anos que pode ter desfecho. Ele disse que não era a praia dele.
Por fim, estou chegando onde queria – Há cinco anos conheci um rapaz chamado Fagner e no começo éramos bem próximos e não tardou pra eu gostar dele. Tinha algumas coisas que eram jóias para mim como ele mandar mensagem dizendo que eu era uma pessoa bacana, me ligava e meu telefone ainda era prefixo 21, enfim, ainda quando não nos víamos diariamente havia uma proximidade…mas não demorou muito para um amigo jogar um balde de água fria na minha cabeça…ele contou que Fagner havia começado a namorar, então eu me via obrigado a encerrar o que eu mais desejava… e durante uns dois anos nos afastamos e pouco sabíamos um do outro – eu fiquei com uns caras que conheci de uns aplicativos mas não tive nenhum relacionamento sério… por fim, o Fagner me liga e algo reacendeu em mim – no final do ano nós e outros amigos saímos então eu deduzi que ele não estava mais namorando – e nos aproximamos novamente, mas só via telefone – com WhatsApp – por fim ficamos e estamos num ritmo do tipo de nos falamos bastante e paramos de falar, agora eu tirei o número do telefone dele do meu celular mas tudo o que mais quero é ligar, esclarecer tudo logo.
Pra me deixar mais ainda numa sinuca de bico tem um garoto que conheci em outro aplicativo e que saímos mas não ficamos ele mora em outra cidade – ele me trata como se nós estivemos namorando – não quero magoá-lo mas também não posso passar por cima dos meus sentimentos… e uma garota também… que está dando em cima de mim… doidera

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Escrito por Anônimo

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