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Minha vida demoronando

Cresci numa família pobre, passamos muitas necessidades, mas conseguimos adquirir uma estabilidade financeira razoável. O que melhorou quando minha mãe começo a namorar meu atual padrasto. Ele é médio e me proporcionou oportunidades que até então eu nunca tive, devido a questão financeira. Na época tinha 17 anos, e recebi muita ajuda e apoio, e até os 19 anos sempre estive bem amparado financeiramente pelo meu padrasto e minha mãe. Não sei se por meu gênio difícil ou por ser um pouco imaturo ainda desperdicei excelentes oportunidades educacionais e acabei perdendo esse apoio financeiro. Voltei a trabalhar e me sustentar e perdi grandes caprixos, como ter que voltar numa cidade onde não gostava de morar e na casa da minha mãe. Eles querendo me punir e ensinar uma lição começaram a cobrar pela moradia, comida, e gastos mensais. Até certo ponto eles tinham razão, mas logo começaram a abusar cobrando um valor altíssimo para continuar morando na casa. Paguei durante três meses e perdi o emprego. Devido a crise, estava muito difícil achar outro emprego por mais que eu procurasse. A cada dia meu relacionamento familiar, que já não era muito bom, começou a piorar chegando ao ponto de meu padrasto junto da minha mãe me expulsarem de casa. Me dando três semanas pra sair. Um fato era que eles me deviam uma quantia em dinheiro bastante alta, e já me deviam a uns 3 anos e nunca fui de cobrar e eles nunca de me pagarem. Como ainda estava desempregado e meu prazo pra sair de casa estava acabando fizemos um acordo que no dia que eu saísse eles me pagariam o que deviam, e caso eu não saísse a cada semana que eu ficasse seria descontado um quantia, bastante alta, do valor que me deviam. E caso não saísse eles iriam me tirar com a polícia da casa. Para ver como o relação em família estava. Informando também que a casa foi herança de família da minha mãe e que eu tinha direito a viver nela. Mas não querendo qualquer complicação a mais resolvi procurar um lugar pra morar e me virar. Me mudei antes do prazo terminar e quando sai me pagaram um pequena quantia do montante final falando que logo me pagariam o resto. Acreditei e fui embora completamente sem chão e com raiva por tudo que estava passando. No final das 3 semanas entrei em contato pedindo o resto do dinheiro e me falaram que não tinham. Falei então que assim como eles descontariam do dinheiro por cada semana a mais que eu ficasse na casa, eu iria cobrar a mesma quantia por cada semana a mais que eles não me pagassem, até quitar tudo que me deviam. Semanas se passaram e nada e eu sempre pedindo pelo dinheiro e ameaçado que se não me pagasse iria pegar eletrodomésticos da casa na quantia que me deviam. Afinal agora pagava aluguel e estava começando do zero, sem nada e precisava pagar todas as despesas que se tinham em uma casa e ainda precisava comer. Algumas semanas depois me pagaram outra quantia, ainda menos que a anterior. E eu continua a cobrar e eles nem davam satisfação. A dívida já tinha dobrado de valor e eles nada. Chegou Páscoa e eles me chamaram para almoçar em família, não pude aceitar pois já estava em outro compromisso e como o convite foi feito na hora não mudei meus planos. Me chamaram então para ir na minha antiga casa na segunda feira após a Páscoa, pois na minha cidade era feriado e estariam todos em casa. No começo relutei por tudo que estava passando e pela mágoa que guardava, porém no clima de Páscoa e com um irmão de 3 anos dizendo que estava com saudades minhas aceitei e fui. Passei o dia lá, quase sempre só com meu irmão pequeno e uma prima da mesma idade brincando. Meu padrasto tem lagoas, onde a cada época ele vende os peixes como uma renda extra. E justamente naquele dia eles estavam soltando a tal lagoa e por momentos fiquei sozinho na casa porém não me atrevi a mexer em nada, afinal aquela já não era minha casa mais e estava fé visita. Revi as mordomias fúteis que eu tinha, apesar de não ser rico aquilo era muito mais do que tinha atualmente, e apesar de fúteis facilitavam minha vida e minha comodidade. Minha outra irmã falou que eles tinham recebido uma quantia alta pela venda dos peixes o que pagaria boa parte do que me deviam. Joguei indiretas para minha mãe que se agora eles tinham dinheiro poderiam finalmente me pagar e ela nada. A noite meu padrasto ia para seu plantão no hospital e como eu estava morando no caminho que ele faria peguei uma carona com ele. Não conversamos nada o dia inteiro, ele sequer me cumprimentou quando me viu pela manhã, mas antes de chegar indaguei sobre o dinheiro que me deviam, afinal ele que provia a renda da casa e foi a ele que emprestei esse dinheiro tempos atrás. E ele como resposta falou que no final da semana pagaria. Ok, aguardei a sexta feira e nada, o final de semana e nada, segunda feira mandei mensagem através da minha irmã questionando e como resposta me falou que eu era para entrar em contato com eles. Na terça feira pela manhã liguei para casa e falei com minha mãe e ela disse que me padrasto que falaria comigo, após desligar ela me retorna pedindo se não tinha nada para falar para ela, estranhei muito isso, mas não fazia idéia do que poderia se tratar. Falei com minha irmã se ela tinha idéia do que era, e ela não falou nada. Deixei meu número para que meu padrasto pudesse entrar em contado comigo e esclarecer de vez está história. Aguardei a tarde toda e o início da noite, não me contento mais ligo para falar com ele. Ele me fala que alguém roubou uma quantia alta da casa, dando a entender que tivesse sido eu. Eu chocado com tal acusação pedi se ele realmente estava me acusando de ter roubado ele desconversou, mas falou que até resolverem essa história não me pagariam mais nada. Eu indignado e humilhado com aquilo falei que não tinha nenhuma relação com o que aconteceu e não poderia fazer nada, apenas como provar que não havia pego dinheiro nenhum. E eu realmente não tinha pego nada, não sai com nenhum centavo a mais que tinha quando entrei naquela casa na semana anterior. Ele falando que mesmo assim não pagariam nada até saberem quem foi e eu totalmente magoado e irritado, sendo acusado de roubo até pela minha própria mãe que me criou em meio às dificuldades e me conhecia a 20 anos desconfiando da minha integridade. Com raiva falei que então iríamos resolver isso na delegacia e desliguei a ligação. Conversei com as amigas que dividem apartamento comigo e elas me aconselharam a ir na delegacia, procurei uma segunda opinião com minha tia, irmã da minha mãe, que me aconselhou a falar antes com minha mãe sem meu padrasto presente para esclarecer as coisas. Não sei o que fazer, nunca na vida roubei nada que não me pertencia e nunca fui acusado tão injustamente antes. Com o choque e um ressentimento muito grande resolvi esperar para entrar em contato com a polícia, mas não sei o que fazer. Não sei se vou conseguir me controlar e ser forte para falar tudo que está engasgado na minha garganta para minha mãe, mesmo sabendo que o que meu padrasto falar minha mãe vai acatar. Desde que ela parou de trabalhar e é sustentado pelo marido que as coisas entre a gente começaram a desandar. Recebi durante muito tempo ajuda financeira dele e não sendo hipócrita gostava muito, e até hoje sou grato pelas oportunidade e toda ajuda. Mas nesse momento só sinto um profundo desprezo por ele e minha mãe. Não sei como me comportar, como reagir. Ainda estou desempregado, as contas e aluguel estão chegando e apesar de dividir tudo com minhas amigas ainda é uma boa quantia e não tenho um centavo e preciso desse dinheiro. Se alguém tiver algum conselho ou passou pela mesma situação ou algo parecido ou tenha uma opinião profissional sobre o assunto me ajude. Estou desesperado e sem rumo.

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Escrito por Anônimo

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