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Minhas opiniões são muito diferentes das opiniões de toda a minha família

Eu confesso que sou adotada e essa não deveria ser considerado um problema, mas parece que sou exceção.
Família ADOTIVA:
Quando criança, o tio me abusou, ele já faleceu e mesmo assim, é muito difícil não pensar mais sobre, não me lembrar mais do que aconteceu… Outra situação que acontecia quando eu era criança era que meu primo (também criança) me batia e claro, eu batia de volta e minha tia (a esposa desse tio aí) nem estava vendo o que aconteceu, só que sempre defendia esse primo.
Eu namorei durante um ano e alguns meses com um agnóstico e fui obrigada a terminar o namoro com ele, pois minha avó e minha mãe suspeitavam que ele tinha alguma doença psicológica e mais outros problemas de saúde, mas ao invés de conversarem com ele, decidiram que eu deveria terminar o namoro e ninguém conversou com ninguém.
Certo dia, fiquei tão nervosa com a minha mãe ( não tem a ver com esse namorado, pois nessa época, eu era criança) que acabei batendo a porta da sala de casa que estava vazia. Minha mãe, tão boazinha, com valores cristãos, "ame ao outro como a si mesmo", escutou o barulho da porta e soube que bati, minha avó mentiu dizendo que não bati, o que não ajudou e ao chegar em meu quarto, a mulher que me adotou começou a me bater MUITO e provou que uma porta (que nem estava machucada, tadinha!) é mais importante do que uma pessoa, que foi obrigada a sentir o ódio daquela mulher. Fui contar essa situação para uma prima minha, mas como toda a família (que me desculpem, mas parecem computadores com o mesmo sistema, na mesma versão, uns mais atualizados, outros nem tanto) sempre defendem essa mulher que me adotou.
Quando eu tinha uns 2 ou 3 anos, o meu avô faleceu e quando eu tinha uns 10, meu pai faleceu e claro, essa família aí não obstante, nem enxerga que eu também sinto saudades demasiado desses dois homens que foram os mais bondosos da minha vida! Que saudade que não acaba mais! Essa família só leva em conta os sentimentos de minha mãe e avó, como se eu nem fosse humana ou apenas nem sentisse (?).
Quando criança, fui batizada na Igreja Católica, mas eu adoro explorar o mundo e conhecer muito, o que essa avó e essa mãe não entendem! Eu não tenho certeza se quero ser católica e nem tenho certeza se quero seguir uma doutrina. Afinal, como vocês acham que alguém que namora com um agnóstico pensa?
Eis minha vidinha, com 16 anos, em casa, no notebook o tempo todo, pois não me deixavam sair sozinha, dizendo preocupar-se com qualquer coisa de ruim que aconteceria lá fora.
Eu juro, muitas vezes em minha adolescência que avisei ou disse algo que não concordaram, só me dizem que estou desrespeitando os mais velhos que são sábios (tão sábios que nem se quer, querem saber que catolicismo e espiritismo tem suas diferenças) e essa invenção toda.
Confesso que já quis que minha avó e que minha mãe morressem, pois elas não me tratam bem, mas eu não fiz absolutamente nada de errado para que me tratassem daquela forma.
Essa mãe aí me critica negativamente, me xinga, me desanima com a vida e fica dando uma de quem vê o futuro, mas ela só vê o futuro medíocre que ela quer que eu tenha, diferente do futuro equânime pelo qual eu estou lutando para ter e para começar uma verdadeira família, longe de manipular, controlar e mentir para com meus filho/s.
E passo uma mensagem pra vocês, famílias:
Se seus filhos são espertos, eles vão se revoltar com esse comportamento babaca (ou seja lá o que for, farinha do mesmo saco) de vocês e na adolescência ou talvez antes, vão começar a odiar cada um de vocês e sentirem uma vontade ENORME de se afastarem!

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Escrito por Anônimo

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tenho 17 anos e não durmo sem minha chupeta

o maior inimigo do homem é ele mesmo