Em 1908, uma explosão mil vezes mais poderosa do que a bomba atômica de Hiroshima sacudiu uma região remota da Sibéria.
Na manhã de 30 de junho de 1908, próximo ao rio Podkamennaya Tunguska, testemunhas a dezenas de quilômetros relataram ter visto uma enorme bola de fogo cruzando o céu. Logo em seguida, ouviram um estrondo comparado a tiros de artilharia e sentiram uma onda de choque tão forte que os derrubou no chão.
A força da explosão foi devastadora: cerca de 80 milhões de árvores foram derrubadas em uma área de mais de 2.000 km² de floresta — maior do que a cidade de Houston, nos Estados Unidos. A energia liberada foi estimada entre 3 e 15 megatons de TNT. Durante vários dias, o céu noturno sobre a Europa e a Ásia brilhou intensamente devido à poeira lançada na atmosfera.
Apesar da magnitude do desastre, sua causa permaneceu um mistério por anos, já que a região era de difícil acesso. Somente na década de 1920, expedições científicas lideradas por Leonid Kulik investigaram o local. Não encontraram cratera alguma, apenas árvores caídas em padrão radial, como se apontassem para um ponto de explosão.
Hoje, os cientistas acreditam que o chamado Evento de Tunguska foi provocado pela entrada de um meteoro ou fragmento de cometa, com cerca de 50 a 100 metros de diâmetro, que explodiu na atmosfera a vários quilômetros de altura, em vez de atingir o solo.
☄️ O caso é considerado até hoje o exemplo mais marcante e bem documentado do risco real que a Terra enfrenta diante de objetos vindos do espaço.
Observatório Espírita
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