Nunca mais sigo modinha nenhuma, porque bati de frente com minha família, com amigos, gastei dinheiro, gastei tempo, me sacrifiquei, envolvi sonhos… no final das contas, a coisa se popularizou, desvalorizou, se perdeu, ficou sem brilho. Os últimos foram os primeiros e os primeiros ficaram por último, eu nem lugar tive, considerado um bobo, persona não grata. Algumas coisas são tão desvalorizadas, que no assunto vale a afirmação de quem tem mais seguidores e curtidas, mesmo se a pessoa estiver mentindo, ninguém liga, que diferença faz? Nunca mais vou escolher pela emoção, tem coisa que vale investimento, outras não. E sem rebeldia, vou ouvir mais opiniões das pessoas que gosto, que me perguntavam por que aquilo, e eu respondia mal, que sou livre e não preso ao censo comum. O arrependimento dói, às vezes se arrender do que fez é sim mais doloroso do que não fez. Sonhos furtados por estranhos, sem cerimônia, por leigos, aventureiros, aproveitadores, carentes, gente que brinca com vidas humanas.

