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Muita Mágoa

Bem, minha história é longa, mas vou tentar ser o mais breve possível.
Tenho 24 anos e namoro com uma moça(M) desde de os 18, quase 7 anos de namoro, éramos estudantes do 3º ano do ensino médio, nos conhecemos na escola. Eu era um rapaz focado nos estudos, pelo fato de ser filho único, me sentia responsável em dar uma boa condição de vida para minha mãe, a qual sempre me apoiou e me criou sozinha, mesmo em meio a muitas dificuldades.
Ela, M, não era filha única, morava com uma Tia. Sua mãe, a deixou muito cedo e foi morar em Porto Alegre junto com suas outras duas irmãs, a mais velha e a mais nova, ou seja, M era a filha do meio. Sua mãe nunca foi presente, sempre ligava, mas quem supria todas as suas nescidades, era sua Avó, inclusive, mais recentemente, cerca de 4 anos, supria também as nescidades de sua Tia(N), pois a mesma havia se separado do marido e estava passando por dificuldades financeiras, ou seja, as duas, M e sua tia (N), que apenas moravam juntas, eram ajudadas pela Avó de M que morava bem próximo às duas.
Pois bem, eu sempre fui um cara bastante reservado, com pouquíssimos amigos, nunca fui um dito popular. Em contra partida, M era superpopular a escola, conhecia a todos e tinha muitas amizades, inclusive com meninos, algo que me incomodou muito no início.
Fomos nos conhecendo e descobrimos que morávamos no mesmo bairro, e passamos a pegar condução todos os dias para ir à escola. Ficamos algumas vezes e então a pedi para namorar, ela não aceitou de início, mas depois de algumas tentativas, ela aceitou.
Nós éramos, além de namorados, muito amigos, e ela me contava todo o que se passava em sua vida, e eu idem, não tínhamos segredos. E nossa relação foi se fortalecendo cada vez mais.
Depois de alguns meses, decidimos que já poderíamos se entregar um ao outro, chameia-a para ir na minha casa, e lá tentamos fazer sexo pela primeira vez, ela era virgem, e eu também, então tive dificuldade em concretizar o ato, tanto pelo meu nervosismo quanto pela minha falta de experiência além do medo de ser pego no flagra, pois nunca havia se dentado com uma mulher na vida, ela por sua vez, se mostrou calma e me compreendeu, disse que outro dia nos poderíamos tentar novamente.
A priori, eu fiquei feliz pela sua compreensão, mas depois eu fiquei com uma certa desconfiança pois achei que ela estava tranquila demais para uma virgem, conversei com minha mãe e ela disse que se ela estava tranquila, significava que eu passava segurança para ela e que ela se sentia tranquila comigo. Eu pensei e repesei e decidi acreditar nessa vertente.
Um belo dia, estava eu na casa dela, e sua mãe começou a dormir, ela veio de encontro a mim e começamos a se beijar, o clima esquentou e então fizemos sexo pela pela primeira vez. Mas algo me entregou naquele dia: Não tive dificuldade nenhuma em penetrá-la, e não saiu uma gota de sangue, característico do rompimento de seu hímen.
Andei pesquisando sobre o assunto e vi que o sangramento do hímen não é uma regra, e que existem meninas que nunca sangram, apesar de ser um tanto raro estes casos.
Nossa relação continuou normalmente, mas aquilo nunca saia da minha cabeça, ainda mais em saber que antes de namorar comigo, ela namorou cerca de um ano com um homem mais velho, isso mesmo, homem, o qual a levava para casas de praia e festas. Ela com apenas 14 anos de idade, já andava dava por aí na garupa de uma moto, noites afora. Mas a mesma jura veementemente que fui eu quem a tocou pela primeira vez.
Depois de 2 anos de namoro, sua avó faleceu, e eu resolvi entrar na faculdade e ela teve que trabalhar para sustentar a casa em que morava com a tia. Fui muito criticado pela tia dela, a mesma sempre dizia que eu era um vagabundo que não queria ajudar, pois não arrumava emprego.
As coisas pioraram, ela, M, não teve mais condições de pagar o alugar e manter a casa, pois recebia apenas um salário-mínimo como atendente em uma gráfica.
Eu, sensibilizado pela situação dela, pedi a minha mãe que as ajudasse, oferecendo-lhes abrigo enquanto eu terminava a faculdade e arrumava um emprego, para então, morar com as duas e ajudar M nas despesas de casa. Minha mãe, prontamente ofereceu abrigo para ambas, e mesmo a contragosto, tentei aturar a tia N que sempre me julgava e me discriminava.
O fato é que comecei a estagiar, e logo que me formei, fui chamado para trabalhar no Estado, o qual trabalho como Analista de Sistemas até hoje, cerca de 4 anos. Nesse meio tempo, a tia de M conseguiu se aposentar, e praticamente na mesma semana, as duas alugaram uma casa e foram embora sem nem mesmo dizer obrigado a minha mãe que nunca falou nada que as humilhasse.
Foi nessa nova casa de M que eu deparei com o dilema que carrego desde então.
Logo que começamos a namorar mais sério, M me falou de seu passado e de tudo que tinha vivido, inclusive da depressão da sua tia que, ao perder o marido, tentou se matar inúmeras vezes, eu, de início, a apoiava, ficava ao seu lado nas crises de sua tia, e até ajudava conversando com sua tia N falando palavras de consolo e de apoio, claro que antes de ela me chamar de vagabundo, muito antes disso.
Eu e M éramos tão amigos que um dia eu perguntei se em algum momento da sua vida, ela havia amado alguém de verdade, ou sentido algo especial por alguém.
Ela me confessou que, quando fazia o ensino fundamental, eu uma escola do bairro, tinha um amigo (E), o qual era muito chegado. Eles eram tão amigos que ele a contava tudo sobre seu namoro com uma outra menina, falava de seus problemas e aflições. Nela, M, começou a surgir um sentimento de amor, o qual ela nunca tinha revelado para esse amigo, ela me contou que sentia muita dor em ouvir seu amado falando de uma tal menina e do quanto a amava e ainda dar concelhos para ele sem revelar seu verdadeiro sentimento.
O tempo foi passando e a vida fez com que eles se afastassem.
No período que antecedeu sua saída da minha casa, eu a notava distante, sem interesse na relação, e muito indiferente comigo, arrumando motivo para brigar e evitando ficar junto a mim.
Isso fez com que eu fizesse e falasse coisas que me arrependo, como quebrar nosso retrato do dia em que começamos a namorar, eu ficava inconformado pela sua indiferença, e isso só fazia com que brigássemos mais e mais.
Depois que ela em fim se mudou, ela chegou pra mim dizendo que não me amava mais e que queria terminar comigo. Com eu fui sempre muito apaixonado por ela, eu disse que mudaria e que queria ficar com ela, e que faria de tudo para melhorar a relação. Ela meio relutante, aceitou ficar.
Cerca de uma semana depois, mais especificamente no dia 24/09/2014 eu faltei o trabalho, pois estava com crise de garganta, e com seu Analista de Sistemas, arrumei um jeito de pegar a senha dela no facebook, entrei e o que eu vi me surpreendeu. Ela estava conversando com uma amiga, dizendo que ELE, sem sitar nomes, tinha ido na casa dela na noite anterior, sua amiga disse que ela não deveria fazer isso, mas também não disse o quê, ela disse que não tinha problema, e começaram a falar de trabalho.
Imediatamente, eu levantei, troquei de roupa, e fui na casa dela, era mais ou menos umas 7:40 da noite, eu cheguei, não fiz barulho, vi uma moto estacionada e quando subi as escadas, me deparei com um cara, moreno, mais ou menos da minha altura, sentado perguntei-lhe seu nome e ele disse (E), o mesmo amigo que outrora M havia me dito que amou no passado.
Fiz aquele barraco, comecei a xingar foi aquele alvoroço na rua, ele disse que era apenas um amigo, e eu mandei ele ficar calado se não eu quebraria sua cara, ele se levantou e foi embora. A tia dela saiu perguntando o que estava acontecendo. Eu disse que a sobrinha dela era uma puta, que tinha me traído.
Ela, bem calma, me chamou num canto e disse, que realmente tinha me traído, que estava cega e que estava cansada de mim. Me contou todos os detalhes, disse que as algumas semanas estava conversando com ele, e que ele tinha ido na casa dela várias vezes. Em nenhum momento ela me pediu desculpas pelo que fez, e disse bem clara, que eu estava livre se eu quisesse terminar. Que não sentiria minha falta e que seria.
Nesse dia, ela foi pra minha casa, e eu fiquei cobrando explicações, ela disse que depois conversaria melhor comigo, dormirmos juntos, eu não quis expor para minha mãe, mas eu estava tão paranoico que não conseguia trabalhar, dormir ou comer, ela passou uma semana na minha casa, nessa semana, transamos praticamente todos os dias, das maneiras mais loucas possíveis. Coisa que a muito tempo não fazíamos.
Mesmo assim, eu não estava feliz, e perguntei de novo como aquilo tinha acontecido, e ela dizendo que não queria falar, eu então chorando, fui bastante rude, a peguei abruptamente e exigi que me falasse, queria saber de detalhes, se ela estava me traindo quando eu tinha dado abrigo para ela e para a tia dela. Ela então disse que não me traiu, e que inventou tudo isso.
Amigos, desde então, eu não tenho mais paz, eu não sei em que verdade acreditar, não sei se ela estava me traindo mesmo ou não. Nossa relação nunca mais foi a mesma, sempre desconfio dela, acho que ela mente pra mim. Ela diz que se eu acho que ela me traiu então que eu termine. Só que eu gosto muito dela, de tudo que passamos juntos e do tempo que vivemos. Quando ela ficou do meu lado quando sua tia dizia que eu era um vagabundo, e ela me mandando estudar, nunca me deixou desistir do meu sonho.
Ela me diz que ele é apenas um amigo de longa data, e que eu não precisava ter ciúmes dele, porque ela teve várias oportunidades de ficar com ele e nunca quis. Que ele sempre ia na casa dela, com a tia dela la falando com ele, sem problemas, e que nunca em nenhum momento sequer pensou em ficar com ele.
Por favor, me ajudem, já pensei em fazer uma loucura, o que vocês fariam no meu lugar?
Desde já agradeço seu tempo, e saiba que sua opinião é muito importante para mim.

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Escrito por Anônimo

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