No final do verão é possível sentir o vento gelado que chega soprando de leve…Quando o tempo muda de repente, o sol some no meio das nuvens pesadas e a chuva cai torrencial. Quanto mais quente, maior o estrondo dos raios e trovões. A chuva molhando a terra deixa um cheiro maravilhoso no ar, e enche o coração de vida. Ela tinha que voltar logo para casa, era final de tarde e o tempo logo iria desabar. Estava se arrepiando com o vento gelado que vinha forte bagunçar os cabelos castanhos soltos. Ela não sabia se tentava tirar o cabelo do rosto ou se segurava a saia que insistia em voar. Um carro parou no sinaleiro e abaixou o vidro para fazer psiu. Ela sequer olhou e continuou andando, praguejando a raça masculina por sempre assediarem-na quando o sinal está vermelho. Mas a mesma pessoa a chamou pelo nome e ela olhou para trás. Viu aqueles olhos escuros e os reconheceu. Uma bomba de adrenalina invadiu o corpo de mulher, fazendo o coração disparar, a respiração acelerar, o sangue queimar na face e faltar no estômago. Era ele. O objeto de desejo tão inatingível que sempre a ignorou. Que tanto a fez chorar. Ela parou e o cérebro em curto não parava de pensar. No quanto ela implorou para que ele a penetrasse e a fizesse mulher. Imaginou ele a tocando, a beijando inteira. Sentiu raiva por ter sido rejeitada. E ela foi voltando devagar indo de encontro a ele. Ele estava sério, não era possível imaginar qual o intento. Então ele parou e pediu para ela entrar. Ela argumentou que não podia, logo ia chover e ela estava atrasada. Ele ordenou que ela entrasse, sério. Ela suspirou fundo e só fez movida por seus próprios desejos contraditórios. Pensava consigo mesma enquanto arrumava os cabelos e passava um batom com cheiro de morango: Oh Deus, estou toda suada, não era para ele me ver assim. O que será que ele quer? Será que estou apresentável para ele? Abaixou um pouco a blusa de forma a realçar o contorno dos seios, e ele notou. Ela tentava respirar fundo para se acalmar, mas olhava para as mãos trêmulas e suadas e sabia que não estava funcionando. A calcinha estava úmida, ela podia sentir o vão das pernas queimando, e ela se sentia como uma cadela no cio. Como poderia estar excitada se ele nem havia tocado nela? Nem havia falado com ela de forma civilizada. Mas ela tinha uma sexualidade tão pura e espontânea que nem a evolução do ser humano foi capaz de arrancar isso dela. Ela tentava desviar seus impulsos estudando, praticando a caridade. Ela tentava incutir em si a religiosidade, o conceito de pecado. Se esforçava. Mas o prazer carnal que emanava do corpo quando ele em especial estava por perto era maior que qualquer imposição. Então ela poderia estar possuída, poderia ser queimada por ser uma bruxa, era uma devassa digna de viver em um prostíbulo…. Ela sofria muito porque ele era um homem diferente dela, fortalecido em seu intelecto e totalmente domesticado em relação ao controle do próprio pênis. Ele atendia a todos os quesitos de bom homem da sociedade. Casado, fiel, profissional, ético. E ela se envergonhava de ser totalmente o oposto. Muitas vezes ela se sentiu suja e inútil, mas nem isso foi capaz de faze-la perder o encanto por se tocar pensando nele… Então a chuva começou a cair forte, e eles foram se afastando da cidade. Foram para um lugar onde só havia alguns galpões e muito mato. Um local ermo. Afastado. Ela com a mente imunda e perversa já imaginou que ele poderia mata-la e joga-la por ali mesmo. Ninguém nunca ficaria sabendo. Então ele desligou o carro e os vidros começaram a embaçar. E ela perdida em seus próprios pensamentos nem percebeu que nem havia lhe dirigido a palavra. Esqueceu-se que estava atrasada. Ele olhava para aquela mulher que mexia com ele de forma que nenhuma outra havia feito. Olhava para as pernas cruzadas e as coxas grossas, os seios fartos. Ele sentia um desejo imenso de tocar no corpo dela, de entrar na carne quente e sentir o sabor, o calor, a umidade, o cheiro. Mas os princípios e valores eram mais importantes e talvez não valesse a pena jogar tudo para o alto por uma mulher. Ele já tinha uma mulher. E olhando para aquela que estava ali do lado dele, tão frágil, tão doce, entregue ele lutava para fazer o que tinha que ser feito. Ele estava decidido em ser firme com ela. Começou a dizer que ela deveria parar de idealizar coisas. Nada se tornaria real. Ele disse que ela enxergou coisas onde não havia nada, que ela deveria seguir a vida e parar de prejudica-lo. Ela com a cabeça baixa quieta, os cabelos bagunçados cobrindo o rosto. Quieta. Ele disse que ela não significava nada para ele, que nunca lia os emails, nunca sentiu nada ao ver as fotos, a não ser certa piedade pela carência. Então ela olhou para os olhos dele, os dela marejados de lágrimas. Ela disse que não podia evitar. Dizia que não havia escolhido ser tão imperfeita, que ele poderia fazer o que quiser com a vida dela, mas não podia negar a reciprocidade dos sentimentos. Ela pôs a mão no peito dele e sentiu o coração batendo forte sob a camiseta, ela falava alto e estava com a pele colando pelo suor. O rosto dele estava corado, dentes cerrados, olhar sério. Afastou a mão dela de si agarrando-a pelo pulso, firme. Ela só tinha um argumento frágil de sua intuição. Ela só sentia que aquele tesão vinha de uma mão dupla porque ela via no olhar reprimido dele o homem que existia naquele corpo. Era tão pouco diante dos sólidos levantamentos citados por ele. E quando ele arguiu sobre tudo que ela já sabia, o único respaldo de convencimento que ela tinha desabou como o céu que havia lá fora. Realmente diante dos olhos da sensatez tudo parecia muito absurdo e fantasioso. Mas ela sentia não era só aquilo como ele falava, ela só sentia. Então ela queria sumir, sem olhar para trás. Queria arrancar de si todo sentimento que nutria por ele. Estavam tão próximos, respirando o mesmo ar, aquecendo aquele espaço tão pequeno e ao mesmo tempo tão longe um do outro. Então ela abriu a porta e disse que ele poderia ir, que ela acharia o caminho. A chuva fria caia como um tapa no corpo quente. Ela bateu a porta e sentiu a água escorrer por dentro da roupa. Sentia medo, mas se sentia livre. Se lembrou de quando era criança e voltava da escola embaixo da chuva. Ela não andou dez passos e ele a pegou pelo braço, puxando a forte para perto de si. Onde você pensa que vai? É perigoso aqui, vou te deixar onde te peguei e espero que você tenha me compreendido. Ela não era do tipo de mulher que se deixava mandar, se desvencilhou das mãos fortes e quentes que machucavam: Eu posso encontrar o caminho. Você pode ser atingida por um raio. Tenho certeza que não. Um estuprador. Céus, cale a boca, e ela esbravejou, mal conseguindo falar com a respiração cortada, soluçando, com frio, com ódio, molhada. Foi para cima dele querendo estapeá-lo, mas ele segurou ambos os pulsos e olhou para os olhos dela. Ela colou o quadril no dele, os seios no peito dele, e foi empurrando, até que ele estivesse prensado na porta do carro, sem ter para onde ir. Nesse momento eles só se olhavam. Ele sentia a carne quente dela. Aquela buceta carnuda por baixo da saia. A cada passo ele sentia o delicioso movimento dos quadris. O cheiro de mulher. Ela podia sentir o pau explodindo de tesão duro como uma rocha, por baixo da calça dele. Era mentira. Como poderia não desejar estando assim tão excitado? Ele soltou as mãos dela, e ela acariciou e sentiu o calor do pescoço dele, passou a mão na nuca e ele inclinava de leve a cabeça para receber a carícia. Abraçou-a pela cintura, apertou forte as nádegas e pressionou o corpo dela contra o dele. As bocas foram se aproximando ao mesmo tempo em que os olhos foram se fechando. Eles só sentiam o calor que provinha um do outro. Então enfim ela colou os lábios nos dele e suspirou satisfeita. Tremia. Se abriu inteira naquele beijo. Ele enfiou a língua na boca dela, sentindo o sabor da saliva doce, os lábios macios, o hálito quente. Ela sugava os lábios dele com prazer, beijava a boca e sentia a xoxota latejar. Gemia baixo de tesão, mordia o canto da boca toda vez que ouvia o tom da voz dele. Vamos sair da chuva, está frio? – Ela pediu. Ele sentia os ouvidos abafados como se estivesse adentrando em uma realidade paralela, tentava raciocinar e parar o que estava acontecendo, entorpecido. Não, isso não pode… gemia de prazer, falava o nome dela enquanto tentava parar de beija-la, sem perceber que as mãos já estavam por baixo da saia, puxando a calcinha pequena para o lado. Ela ficava louca com o timbre da voz dele. Ela não conseguia mais sustentar o peso do corpo, estava entregue. Mordeu o lóbulo da orelha dele e sussurrou para que ele penetrasse o dedo dentro dela. Ele sentiu a mulher intumescida, melada, pronta para ser devorada. Enquanto enterrava o dedo dentro dela devagar mordia-lhe o lábio inferior: Você é uma vadia, gosta de ser invadida assim, diga, sua safada? – Ela não aguentava ouvi-lo daquela forma. Parecia outro homem, o verdadeiro que ela sempre soube que existia dentro dele. Abaixou a blusa dela e chupava os mamilos excitados, ela fazia beicinho e contraia a xoxota apertando o dedo dele toda vez que ele aprofundava a penetração. Ela abriu o cinto dele, a calça e abaixou a cueca. Sentiu o pau duro como pedra, quente e pronto para faze-la mulher, foi se virando devagar enquanto ele beijava agora o pescoço, tirou o dedo dele e levou à boca, olhando nos olhos dele. Depois trouxe a boca dele de encontro a ela. Ela se virou de costas para ele e empinou a bunda, puxou a calcinha e se exibiu por inteira. Ele observou e passou a língua nos lábios, como quem tem fome. As coxas dela já estavam ficando encharcadas com o mel da vagina, então ela se esfregou no pau, que por si só e por estar liso escorregou para dentro em um movimento único, abrindo-a toda. Ambos suspiraram de tesão. Então ela se desvencilhou dele e se virou de frente, abaixando a saia. Você acabou de me penetrar, e sem proteção. Isso quer dizer que nós já transamos, independente de termos terminado ou não. Podemos parar agora, não é o que você queria, parar? Ela dizia ofegante. Mas era só para provocar. Ela queimava, E ele mais ainda. Entra no carro, vou te levar embora então. Ela surpresa arregalou os olhos e argumentou: vamos molhar tudo! – Isso não importa, entra. Ele deu a volta e por um momento ela se desapontou. Quando ele fechou a porta, afastou o banco para trás e ela sorriu. Tirou a calcinha e se pôs em cima dele. Se encaixou no corpo dele, as bocas coladas se entreabriram para gemer quando ele estava todo dentro dela. Ela tirou a camiseta molhada dele, ele abaixou a blusa dela. Eles queriam se tocar, queriam sentir o cheiro da pele um do outro. Ela se surpreendeu com o homem pelo qual ela havia esperado por tanto tempo. Enquanto ela acariciava o pau dele com a buceta, subindo e descendo, rebolando e apertando, ela observava as expressões dele. O carinho com que ele a tocava. O prazer que ele sentia com o corpo dela. Aquele homem que havia se punido tanto não merecia tanta privação. Ele tinha o sangue quente. Tinha fome que parecia não ser saciada há muito tempo. Fodia ela com força e tesão. Então eles gozaram juntos. Mas não pararam. Ele inundava a carne de esperma, e gemia, numa expressão indecifrável, enquanto ela o contraía em espasmos, vendo estrelas, a visão escurecendo. Ele puxou-lhe os cabelos, mordeu-lhe a garganta, a jugular. Sentiu o perfume dela. Pensava no que estava acontecendo. Um misto de sentimentos tão divergentes. Mas era bom. Ela o desejava tanto, a única certeza que ele tinha era de que ela nutria por ele um tesão imenso, e de que se entregava inteira por vontade. Ele tinha certeza de que era ele o responsável por excitar o corpo dela. Ele sabia que ela respondia numa química perfeita ao toque dele, ao cheiro dele, às carícias dele. De um todo ele não poderia culpa-la por querer tão bem a ele. Ela só queria dar. Só queria que ele metesse com ela, vulgarmente como o sexo deve ser. Ela poderia ter seus anseios emocionais e suas expectativas em relação ao futuro, mas em relação a ele, tudo que ela queria era satisfaze-lo como homem. E ele se sentiu macho sendo tão suficiente assim para uma mulher. Apertou as coxas dela para si enterrando a inteira. (to be continue…………)

