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Não é justo!

Eu faço pós-graduação na área de bioquímica em um conceituado instituto de pesquisa de São Paulo, o qual não identificarei para preservar o nome da instituição. No início, quando tive a oportunidade de ingressar no laboratório onde desenvolvo meu projeto de mestrado, fiquei deslumbrada com os recursos que o local tem. Tinha grande respeito e admiração por todos os superiores, inclusive pelo meu orientador, o qual eu chamava de Doutor não para puxar saco, mas por consideração mesmo pela sua posição. Estou estudando/trabalhando nesse laboratório há um ano e meio e confesso que toda admiração que tinha pelos pesquisadores que “trabalham” nesse instituto desmoronou em ruínas. Todos os pesquisadores são concursados e ganham razoavelmente bem, entretanto, vou citar como exemplo como é o caráter (se é que ele tem) do meu orientador. Um pesquisador só se mantém em um instituto quando produz, ou seja, quando publica artigos científicos. O cara já está lá há 7 anos e não tem nenhuma publicação de autoria própria; ele só pega carona como participante nas publicações dos outros pesquisadores. E por qual motivo ele não publica? O indivíduo tem 44 anos, mas a mentalidade não condiz com a idade, pois passa o dia navegando na internet acessando sites de interesse pessoal, fica paquerando as meninas do laboratório em horário de trabalho e só corre com as tarefas do dia a dia quando precisa entregar algo para o cunhado, que também é pesquisador em outro instituto. O cara se desloca da casa dele até o laboratório para viver em clima de colônia de férias. Isso sem contar que ele joga a culpa nos alunos; alega que até hoje não teve alunos com “mãos” para o negócio. Ele só se mantém no cargo porque é muito bom de papo e com seu jeito malemolente e simpático de ser já ganhou a aprovação dos diretores, que passam a mão na sua cabeça e acham muita graça de suas piadas. É claro que não posso generalizar, nesse instituto têm muitas pessoas que realmente dão o sangue pela ciência, mas o meu orientador é um caso à parte juntamente com o seu colega de almoço, que também é pesquisador e se julga o pai da Biologia. O que mais me irrita é a arrogância e soberba com que se refere aos alunos. Se o aluno erra em alguma coisa ele tem a falta de ética de sair comentando em conversas informais, referindo-se ao aluno como se fosse um lixo. Como pode o governo pagar para uma pessoa não fazer nada em prol da ciência e ainda ser um canalha com os subordinados (alunos). Poxa, o dinheiro do salário dele sai do seu e do meu bolso através dos impostos. Está certo que ele chegou onde está hoje porque já foi aluno e estudou muito para ser aprovado no concurso, mas isso justifica passar o resto da vida mamando nas tetas do governo sem fazer porra nenhuma e ainda por cima de tudo ficar humilhando quem ainda está começando? E saber que têm pessoas humildes e honestas no Brasil que pegam ônibus todos os dias e trabalham arduamente o expediente inteiro para ganhar uma merréca no final do mês. Conhecendo o ego exacerbado, a arrogância e a prepotência dele e de seu fiel escudeiro, hoje eu dou mais valor ao lixeiro, ao pedreiro e à faxineira do que a esses “Doutores” e PhDs que têm um ego que não cabe dentro de si.

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Escrito por Anônimo

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