Fiquei durante muito tempo pensando sobre essa coisa de deus e cheguei a conclusão que mesmo que exista deus ele não tem importância alguma, e que ele é muito mais um problema do que uma solução.
Deus não é importante porque ele não é prioridade na vida de ninguém pra se viver feliz, seja você ateu, agnóstico ou religioso, você vai morrer, apodrecer e sumir, completando assim o ciclo da vida, que é vir a ser e deixar de ser. Sendo um crente ou não-crente você nada mais terá que fazer o mesmo que todo mundo: trabalhar, estudar, ser responsável pela própria vida, enfim, viver e morrer como qualquer outro ser humano. E ser feliz, que talvez seja a procura de muitos, e eu nem me atrevo a definir o que é a felicidade, não precisa de deidade nenhuma.
Alguém poderia chegar em mim e dizer que eu deveria ser grato pela minha vida, por ter dois braços, duas pernas e ter nascido de forma perfeita. Dai eu questiono: então quem nasceu aleijado possui o direito de praguejar para deus?
E outra, eu não pedi a deus pela vida e a existência, por que eu deveria ser grato por uma existência que exige muito mais de mim do que me doa? Uma existência que mais me traz sofrimento e dor do que prazer e gozo? Uma existência que não me serve de nada, a não ser me responsabilizar por ela e dar um sentido e seguir em frente pra tentar preencher esse vazio existencial? E o pior de tudo: é te dado uma existência OBRIGATÓRIA que, caso você não se mate, você vive ela inteiramente até o fim sem ter suas respostas respondidas.
Uns se apoiam na religião. E é nesse ponto que deus passa a ser um problema. Cada povo construiu o seu sistema de crenças baseados nos costumes de sua cultura. E é isso que ocorre: cada cultura diferente, umas mais poderosas que outras, codificaram em seus sistemas sua forma peculiar de olhar pra deus, talvez o mesmo deus que criou a todos. Dai um quer impor a outro seu sistema de valor, e é aqui que a crença em deus e o próprio em si acabam por ser um problema.
Eu até dei uma rabiscada na leitura do espiritismo e na ideia de que o ser humano encarna, sofre para gravar o aprendizado de cada sofrimento no seu espírito e dai encarna novamente inúmeras vezes até atingir a iluminação. Xeque-mate! Aqui está solucionada a existência. Só basta descobrir o que fazer durante a eternidade toda com tudo o que se aprendeu, não é? Visto que, o aprendizado serve para alguma coisa.
Ao meu ver a crença encarnatória dá uma resolução simples às perguntas da existência, mas não resolve nada do pós-morte. Diz-se apenas que viveremos a eternidade toda na felicidade…. eu como ser humano acho isso um tédio.

