Eu confesso que minha mulher trabalha, mas nunca comprou nem um pão pra nossa casa e há anos sente repugnância de mim. Ela é psicóloga e funcionária pública, assim como eu.
Sempre amei ela muito. Namoramos 6 anos. Certa vez, ainda no namoro, fui buscar ela na aula de inglês. Fiquei esperando dentro do carro a aula terminar. Quando ela saiu da aula, não me viu e entrou direto em outro carro, que logo arrancou. Segui o miserável e vi que o motorista era o chefe dela, um japonês de uns 45 anos. Na época, ela tinha uns 25 anos, e eu uns 28. Seguiram pela região central da cidade, até que o japa percebeu q estava sendo seguido e parou o carro. Não quis fazer escândalo, e fui p casa. Reclamei c ela, e ela falou q foi só um jantar de trabalho. Fingi acreditar e perdoei. O tempo passou e ela terminou o namoro. Depois de um mês, a sogra deu uma de cupido e voltamos. Passou mais um tempo, ela terminou de novo. Entrei em depressão, e batalhei muito p tê-la de volta. Aí ficamos noivos (1997). Ela terminou o noivado, mas reatamos e casamos logo em seguida(1999).
Comprei com meu $ o apê q ela escolheu.
Mesma coisa com a mobília, decoração, festa de casamento e lua de mel. Ela nunca colocou nem um único centavo.
Ela voltou grávida, e nosso começo de casamento foi uma pindaíba só. Precisei vender meu carro pra pagar as dívidas da festa de casamento e comprar uma máquina de lavar roupas.
Mas logo a vida melhorou bastante, comprei um carro legal, troquei o carro dela e compramos outro apê maior, tivemos 2 empregadas domésticas e a família aumentou: nasceram mais dois meninos (2003 e 2005).
Em 2005, mudamo-nos para um apê sensacional, tudo às mil maravilhas, mas durou pouco. No final do ano, a fonte de $ secou, e resolvemos montar um negócio próprio p bancar nosso altíssimo custo de vida com três filhos, 2 carros, 2 empregadas e muitas festas.
Eu continuei trabalhando, entrei com todo o capital inicial e ela administrou o negócio q foi de mal a pior.
Aí tomei diversas decisões p diminuir o padrão de vida (2008): voltamos a um apê menor, nada de festas e só uma emprega. Exigi q ela voltasse a trabalhar.
O resultado disso é q ela passou a se fazer de vítima, me tachando de monstro. Nunca mais sentiu prazer sexual. Quando procuro sexo, ela faz cara de nojo. A harmonia da relação acabou, ela me trata como um bicho, só aos gritos.
Tenho aturado por causa do amor às crianças.
Ela, apesar de ser psicanalista, recusa-se terminantemente a discutir a relação e os papéis de cada um no casamento.
Ela não coloca, e jamais colocou, nem um único centavo sequer na caixinha p pagamento das contas, e não faz, nem nunca fez, nenhum serviço doméstico.
Aos domingos, folga da empregada, eu cozinho ou levo a família p almoçar fora.
Ela reclama de tudo, e está sempre insatisfeita.
Um mês atrás, falei q iria pedir o divórcio, e ela não aceitou sequer conversar sobre o assunto. Ela sabe muito bem q se acontecer a separação, o padrão de vida dela cairá ainda mais.
Bom, eu sempre tratei ela e as crianças muito bem, sempre fui um verdadeiro gentleman. E ela foi muito meiga e doce no namoro, mas de 2008 p cá me trata com a maior ignorância e falta de respeito.
E eu vou permitindo a continuação desse estado de coisas. Acho q falta alguém p me dar um empurrão, pra eu sair dessa, eu não desejo o tipo de vida que eu levo nem pro meu pior inimigo. Parece coisa de masoquista. Meus filhos tem hoje 12, 9 e 7 anos e não merecem viver a desarmonia q está nossa casa.
Por favor, rezem por nós, para q eu consiga me mover e levar adiante o divórcio, q é de fato o q melhor poderia acontecer p o casal e p as crianças, q não tem culpa de nada e não merecem ver o pau quebrando todos os dias. Eu mudei e não sou mais um cavalheiro com minha esposa, ela não me ama, nunca me amou e não se importa nem um pouco com meus sentimentos. Só casou-se comigo pq a cobra da sogra viu q eu era um otário bem de vida e poderia tirar a filha do barraco em que viviam.
A minha expectativa era de divisão de responsabilidades, o q nunca aconteceu. Sempre ficou tudo nas minhas costas, aguentei muitos anos, só q agora o fardo ficou muito pesado…

