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AMOAMO

O fogo da minha esposa

Era mais uma quarta-feira abafada de verão. Saí do trabalho logo após o almoço, inventando uma consulta médica para o chefe. Queria apenas chegar em casa, tomar um banho frio e encontrar Rosilene. Nosso casamento já passava dos oito anos, mas o desejo entre nós ainda era intenso — ou pelo menos eu achava que era.

Entrei pela porta dos fundos, como sempre fazia quando queria surpreendê-la. Girei a chave devagar, sem barulho, atravessei a cozinha em silêncio. A casa estava quieta, só o zumbido distante do ar-condicionado. Deixei as chaves no balcão e segui pelo corredor até a sala.

E então eu a vi.

Rosilene estava montada no braço do sofá, de lado para mim, completamente alheia à minha presença. Vestia uma cropped branca curtíssima, barriga toda exposta, e uma calcinha fio dental vermelha minúscula, o tecido já encharcado e colado na pele. Ela se esfregava com uma urgência selvagem, uma fome que eu nunca tinha testemunhado.

Os quadris batiam com violência contra o braço acolchoado — para frente, para trás, em círculos rápidos e duros, esfregando o clitóris inchado com força total contra o couro. O sofá rangia e socava a parede ritmadamente — tum, tum, tum, TUM —, o som ecoando seco pela casa inteira.

Ela estava entregue, perdida, possuída pelo tesão.

Olhos apertados, boca aberta em um “O” constante, rosto vermelho, suor escorrendo pelas têmporas e pelo pescoço. Os gemidos saíam altos, roucos, sem nenhum controle:

“Ahhh… caralho… tá muito bom… ahhh!”

“Porra… eu tô louca… tô louca de tesão… aaaah!”

As mãos agarravam o encosto do sofá como se fosse salvar a vida dela, os dedos brancos de tanta força. O corpo todo tremia, as coxas contraídas, a barriga se contraindo violentamente a cada estocada. A calcinha vermelha tinha subido tanto que quase sumia entre as nádegas, deixando tudo exposto enquanto ela se esfregava sem pudor, sem vergonha, só pura necessidade animal.

“Mais… mais forte… por favor… eu preciso gozar… eu preciso gozar agora!”

“Ahhh… tá vindo… tá vindo… caralho… tá subindo… AHHHH!”

O ritmo ficou insano. O sofá batia na parede como se fosse explodir — TUM-TUM-TUM-TUM-TUM —, quase quebrando. Os gritos dela eram agora desesperados, quase chorosos de tanto prazer acumulado:

“Vai… vai… me fode… me fode assim… eu tô gozando… eu tô gozando… AAAAHHH PORRA!”

“Não para… não para… tá pulsando… tá pulsando tudo… AHHHHHH!”

De repente o corpo inteiro travou. As costas arquearam para trás num arco violento, as pernas se esticaram retas, os dedos dos pés se crisparam. Ela cravou os dentes no próprio braço, tentando abafar o urro gutural que explodiu da garganta enquanto gozava com uma força avassaladora. O corpo convulsionava em espasmos longos, intensos, incontroláveis. Mesmo gozando ela continuava se esfregando devagar, prolongando cada onda, gemendo entrecortado:

“Ainda… ainda tá saindo… ahhh… que delícia… que porra de delícia…”

Depois ficou ali, ofegante, o peito subindo e descendo rápido sob a cropped molhada de suor, o corpo brilhando, a respiração pesada. Um sorriso trêmulo, exausto e profundamente satisfeito apareceu nos lábios. Ela ajeitou a calcinha encharcada com movimentos lentos, passou a mão no braço do sofá para limpar o rastro que deixou, e se levantou devagar, ainda meio trôpega.

Eu não tinha me mexido um milímetro. Meu coração parecia querer sair pela boca. Quando ela seguiu para o banheiro, saí em silêncio pela cozinha, fechei a porta dos fundos sem barulho e voltei para o carro.

Dei duas voltas no quarteirão, esperei uns vinte e cinco minutos, e entrei pela frente como se nada tivesse acontecido.

“Oi, amor! Voltei cedo hoje!”, gritei, forçando normalidade.

Ela apareceu na sala logo depois, o rosto ainda quente, levemente corado, cabelo bagunçado. Veio até mim, me deu um beijo longo e profundo e sorriu.

“Que bom que chegou… tava morrendo de saudade.”

Eu a abracei forte, sentindo o calor residual do corpo, o cheiro dela misturado com o tesão que eu tinha acabado de presenciar.

Guardei o segredo daquela quarta-feira só para mim.

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Escrito por Andersom Amadeu

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