Toda manhã seis e meia, acordar, tomar café, colocar a roupa, higiene pessoal e ir para á escola, no pensamento lembranças vagas de coisas boas; chego e por obrigação coloco um sorriso no rosto e digo bom dia já também vejo rostos que não me fazem bem.
Amigos? Poucos. Olhares tortos, pois discutir já é rotina, aquela garota com brincadeiras bobas que ofendem sem ela ao menos perceber, Recreio, subir escadas ver a garota que me amava reparando em meu jeito logo após vem seus olhares maldoso sob minhas atitudes, no fim da manhã volto para casa já ouvindo brigas de meus pais e não podendo fazer nada mas mesmo assim avançam contra mim.
Já saio para o trabalho com o coração dolorido e amargo; chegando na outra escola onde trabalho vejo meus alunos vindo em minha direção a me abraçar, sim isso me dá uma sensação ótima ali me sinto amado, um pouco de alegria me vem e esqueço por quatro horas os problemas pessoais.
Cinco horas tudo volta, sentimentos ruins, julgamentos entre tantos, chego em casa, banho, jantar, mais discussões e trabalhos, vestibular, pressão sob mim. Nove horas me desconecto do mundo ouvindo Lana Del Rey, choro, pois me traz conforto, lágrimas de alguém sem grandes amizades, sem um carinho, apenas a presença de um crucifixo gelado com a imagem do único que posso confiar e contar em silêncio minhas angústias. E assim a mesma rotina se repete num vago finito.

