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O que eu devo fazer? Me ajudem!!

Tô aqui pra desabafar, então peço desculpas se eu tiver de escrever um pouco demais.
Faz 2 anos que faço terapia com uma psicóloga…porque sempre fui muito ansioso. Em 1 ano, melhorei! E aí…resolvi continuar a terapia, pra ter com quem conversar, afinal, eu gostava muito de fazer terapia, me fazia pensar, me fazia refletir sobre a vida.
Mas aconteceu algo triste em minha vida, que não vou comentar aqui, e fiquei bem deprimido. Foi a perda de uma pessoa…e era aí então que eu precisava ainda mais da ajuda da minha psico. Isso aconteceu esse ano.
Acontece que comecei a reparar algumas coisas: Minha psicóloga talvez não seja a melhor pessoa para me apoiar…
Primeira coisa que percebi: Ela não me deixa falar. Ela é quem conduz a terapia, e não eu. Numa sessão de terapia, é ela quem escolhe do que vamos falar, mesmo que eu queira falar sobre outro assunto.

Segunda coisa: Eu disse para ela que estava deprimido. Disse com todas as letras. Falei cada sintoma, desde sair por aí e mesmo em um shopping sentir peso no peito, a falta de vontade de sair da cama pra trabalhar, e enfim. E ela simplesmente falou o seguinte: ”faça exercícios de respiração diafragmática”…e não escutou o que eu disse…simplesmente ignorou.

Terceira coisa: Ela gosta de ser dona da razão. Se eu gosto de X, ela diz que é errado eu gostar de X porque eu tenho de gostar de Y. Tenho uma banda de rock, e ela nem é fã desse gênero musical, e ela acha que pode interferir no que minha banda e eu fazemos; sempre fala com desprezo do meu trabalho, como se eu fosse um idiota. Ela não entende, mas, infelizmente, rock nunca vai ter espaço aqui nesse país, e mesmo nós gravando coisas próprias, músicas autorais, temos só 3 mil curtidas e só – já tocamos até na Alemanha, no Wacken -. Temos fãs e sucesso, mas ela sempre quer discutir comigo que, se nós não temos 1 milhão de seguidores, quer dizer então que nós não somos uma banda válida… Sem comentários. Para ela, é mais importante curtidas do que quaqluer outra coisa.

Quarta coisa: Ela me segue nas redes sociais , e fica fuçando e analisando cada coisa que eu posto. Um dia fui viajar para Salvador e estava muito calor, e eu sou bem branco, tenho de tomar cuidado com sol se não viro camarão, lógico. Coloquei regata, bermuda e boné. E aí, ela foi lá na terapia e comentou: ”Poxa, você precisa se decidir! Ou você é um moleque ou é um homem roqueiro”. E eu fiquei pensando: O QUE essa mulher tá falando??? Ela: ”Porque você vestido lá de bermuda parecendo um moleque e em outras fotos você tá todo de preto” eu fiquei pensando: Eu sou um moleque, oras. Tenho 22 anos. Tava calor, ela queria que eu ficasse de preto numa temperatura de 37 graus? Agora, ela querer dizer que eu tenho um PROBLEMA PSICOLÓGICO por causa do que eu visto, é ridiculo não é? Quer dizer, a gente não pode vestir o que quer, porque se a gente veste algo diferente do que costumamos usar, quer dizer que somos retardados mentais por isso?

Quinta coisa: ela não permite que eu tenha gostos próprios e defenda minhas opiniões. Gratuitamente, outro dia, ela começou a agredir a banda Led Zeppelin, falar que era ruim. Eu sou um cara de boa que gosta de respeitar opiniões, e eu comecei a contar, numa boa pra ela, o porque o Led era considerado uma banda importante para o Metal. E ela começava a me interromper: ”mas eles então são ruins. Ele são ruins. Eles são ruins”, e MUITO AGRESSIVA.

Sexta coisa: Tudo o que eu falo que faço, ela me critica. Ela diz que é errado eu ser uma pessoa boa com todo mundo, que eu não deveria ajudar meus amigos e que eu deveria impor limites. O que ela não entende é que ajudar meus amigos e as pessoas me faz bem. Fico feliz fazendo isso. E ela diz que sou errado em ser assim. Ou seja, ela não me deixa ser eu mesmo, e diz que tudo o que eu faço é errado. Inclusive, ela diz que é errado eu me afastar de amizades falsas, diz que isso é comportamento de esquiva. Dois amigos meus fizeram sacanagem comigo, das grandes, e eu prefiri me afastar numa boa…e ela diz que isso é esquiva! Ou seja, o certo é continuar sendo troxa e ficar com gente falsa e sugadora de energia por perto?

Na última sessão, eu tentei fazer ela provar o gosto do próprio remédio. Eu comecei a contradizer ela, comecei a cortar ela e fingir ser dono da razão. DEU CERTO! No final da terapia, ela: ”você sabia que tá muito difícil eu falar com você?” e toda estressadinha. Eu fiquei com vontade de rir da cara dela, mas fiquei só concordando com tudo. Saí da terapia me sentindo um lixo, porque é muito ruim ver que ela se acha dona da razão e, invés de me ajudar com minha depressão porque SIM, estou deprimido, eu tenho todos os sintomas, e ela não faz nada, ela me agride, SEMPRE.
Eu não sei o que fazer.
Eu vou terminar a terapia com ela e vou procurar outro psicólogo, mas estou com vontade de, com muita educação, falar umas poucas e boas pra ela. Tudo o que ela faz é antiético, querer impor gostos e opiniões pessoais ao paciente, dizer que ele está errado por ser ele mesmo, criticar o modo do paciente ser…

O que vocês acham que eu faço?
Vocês acham que eu devo só abandonar a terapia, não falar nada e ficar engasgado aqui dentro,
Ou que eu devo falar, com muita educação, o quanto ela me magoou, o quanto ela deveria ser cautelosa e se auto observar e quantas vezes ela me fez saindo daquela terapia como um lixo humano, por simplesmente eu ser quem eu sou? Ela já me fez sair de lá com crises fortes de ”eu sou uma porcaria”. Um dia ela chamou minha mãe lá pra conversar, porque comentei com ela pra ela dar um help pra minha mãe que estava meio tristinha, e ela começou a agredir minha mãe , dizer que mulher dona de casa era mulher fraca que se sujeitava ao marido, e meu pai é um ótimo marido e pai melhor ainda, trabalhador, saiu da m*** pra conquistar tudo o que tem hoje com muita força de vontade e estudo, desmaiava até no ponto de ônibus porque não comia porque não tinha dinheiro pra comer . E ela criticando meu pai, dizendo que ele é pão duro, só porque minha mãe não é madame dondoca e cuida da casa. Minha mãe saiu assustada da terapia, dizendo: ”Ela não pode impor a opinião dela como se fosse a certa”…OU SEJA, bingo! Mais um exemplo de que eu não fui o único a perceber que ela tem problemas.

E aí? O que vocês acham que eu faço?
Eu falo com ela, EDUCADAMENTE, mas dando uns ”pega” nela, ou deixo pra lá?

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Escrito por Anônimo

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