Olá! Meu nome é Marcela, já estive aqui antes nas confissões 181671 e 181670.
Se você der uma olhada, vai ver que eu era virgem até semana passada, mas ontem algo muito estranho aconteceu.
Faço medicina, estou no segundo período. No ano passado conheci um cara que também fazia medicina, só que estava no quinto período. Ele foi o meu primeiro beijo e o meu primeiro toque nas partes baixas. Consequentemente, me apaixonei. Fiquei perseguindo o cara pelo resto do ano, ele nem me dava muita bola, porque eu sempre fui a esquisita. Usava o cabelo preso o tempo todo, era gordinha e desajeitada.
No fim do ano, no entanto, ele foi transferido. Mudou de faculdade, foi pra perto da família pois o pai estava muito doente.
Isso foi o Start da minha vida: passei a fazer crossfit, perdi 20 kg, passei a cuidar do cabelo, das unhas e da pele. Mudei muito e hoje chamo muita atenção por onde quer que eu passe.
Ontem teve uma festa na piscina. Eu ODEIO festas da faculdade, mas estive em semana de provas até quinta feira e estava morta de cansaço, a moça que divide apartamento comigo estava doidinha pra ir e, como ela não faz medicina e a festa era da medicina, ela só conseguiria entrar se eu fosse com ela.
Adivinhem? Eu fui.
Cheguei lá e me surpreendi por me divertir muuuuito! Nunca tinha ido à uma festa na piscina e achei sensacional. Acabei bebendo mais do que deveria e fiquei bem “soltinha”.
Gente, vocês não acreditam em quem encontrei na festa! O cara do meu primeiro beijo! Ele ficou babando em mim e eu fiquei travada, porque ele me fez sofrer demaaais! Fiquei fugindo dele durante a festa inteirinha, mas, no final da festa, a moça que mora comigo foi pro nosso apartamento com o cara que divide apartamento com minha ex paixão!
Aí adivinha? Sobramos eu e ele. Começou a chover e a ficar frio, eu estava toda molhada e comecei a ficar resfriada. Não podia ir pra minha casa, porque tinha gente transando lá. Peguei a chave do meu carro pra ir embora, mas ele não quis me deixar dirigir e, enfim, acabei indo pro apartamento dele. Fui tomar banho, coloquei uma roupa dele e fiquei tentando ignora-lo. Ele pediu pizza e nos sentamos no chão da sala para comer. Eu fiquei comendo sem olhar pra ele, sentindo o olhar dele me olhando fixamente. E então ele fez a pergunta que fez com que eu me afogasse em lágrimas:
E aí, Cela?
Eu estava bebada, comecei a soluçar, desabafei tudo em cima dele, disse pra ele o quanto era injusto e o quanto ele havia me feito sofrer. Ele me abraçou dando risadinhas, dizendo que sabia que eu ficaria bem.
Não quero descrever esse ato, mas transamos. E não pensem que ele abusou de mim, pelo contrário, ele disse que eu estava alterada pelo álcool, que não deveríamos, até saiu de perto de mim. Mas eu levantei, tirei a roupa e implorei por ele. Quando disse:
O que é? Eu não sou tão ruim assim, sou?
Já morrendo de vergonha e pegando o moletom dele que eu havia jogado no tapete, pronta pra me vestir. Ele não deixou. Fizemos. Sangrou pra caralho, e eu pensei que fosse morrer. Não usamos preservativo, porque eu sou alérgica, então tivemos que acabar debaixo do chuveiro, porque virou uma meleca de sangue e fluidos.
Depois disso, quando estávamos saindo do banheiro, o cara que mora com ele chegou. Ele tampou minha boca e me fez “shiu”. Eu assenti e entendi que ele não queria o cara soubesse que eu estava ali, principalmente porque ele sabe que sou muito tímida e esse cara têm umas matérias comigo. Ele saiu do banheiro e foram conversar na cozinha, eu me vesti com minha roupa molhada, achei a chave do meu carro e sai escondida.
Hoje ele está me ligando sem parar, mas não consigo falar com ele, não quero ter que falar. Ele já me machucou tanto, me fez chorar tanto! Não sei o que fazer, não sei como reagir. Não me arrependo do que fiz, pois sempre quis que ele fosse meu primeiro, até sonhava com isso.
Mas não quero alguém que só vai estar comigo em público agora que sou considerada bonita.
Ele é tão galinha, ele é tão… sabe?
O pai dele morreu. Ele voltou pra continuar o curso aqui. Ou seja: vou encontrá-lo pela faculdade
Estou em choque, travada. Pensei até em dizer pra ele que foi culpa do álcool e que eu nunca teria coragem de tal ato.
Vocês podem me dar conselhos sobre como proceder?
Muito obrigada! Desculpem pelo relato tão grande.

