Eu confesso que Não se comporte como se tudo o que aconteceu (ou não aconteceu) não tivesse importância pra mim. Eu só creio que nunca poderia haver nada entre nós. Nós somos diferentes no ponto que mais importa, pelo menos pra mim: o caráter. Não que eu esteja dizendo que você não tem, mas… O problema central é a nossa divergência de ideais. Pelo pouco tempo que a gente “conviveu”, deu pra notar coisas absolutamente reprováveis em você como: machismo, homofobia, preconceito contra classes menos favorecidas e contra determinadas religiões. Eu não posso gostar de alguém que tem esse tipo de pensamento, vai totalmente contra o que eu acredito, e meus ideais são metade do que eu sou, a outra metade consiste na minha paixão pelas coisas, pelas pessoas. Você foi (ou é) uma dessas pessoas que motivou esse meu lado, que mexeu comigo. Só que reconheça, nunca daria certo. Eu sei que eu não sou a rainha da perfeição, de modo que você também poderá apontar as minhas falhas, você já se deu conta do meu jeito impetuoso. E claro, havia também a distância. Então nós enfrentaríamos uns bons quilômetros pra nos conhecermos, mas e depois? Como é que eu iria fazer tudo o que eu queria fazer por você? Como é que eu iria cuidar de você, e te ajudar com seus problemas e complexos, e fazer você rir, e acordar do seu lado? Como é que com toda essa distância você também iria fazer o mesmo por mim? A verdade é que não era pra ser. Eu nunca poderia te mudar, não creio que alguém poderia. E nem você poderia me mudar, se quisesse. Ninguém muda ninguém. O QUÊ NÃO É PRA SER, NÃO SERÁ. Quem define o que é pra ser e o que não é? Não sei. Um beijo e um abraço de uma pessoa que se sente imensamente idiota e ridícula por escrever isso, mas que é sincera no que diz.
Eu me apaixonei, de verdade.

