Eu confesso que eu vi o Slender Man. Eu estava sentada na balança que tenho na varanda de casa (minha casa não é muito grande, mas tem um jardim onde a minha mãe cultiva flores de diversos tipos perto da rua), lendo o livro “Os mortos falam” de Willian Vasconcellos. No dia seguinte o meu amigo o Júnior, havia me falado do jogo “Slender Man”. Eu, como sou muito curiosa, joguei. Mas eu fiquei MUITO viciada. Meu pai é pastor, e eu não podia contar para ele isso, pois esse jogo não é coisa boa. Acho que muitos não sabem, mas o Slender Man é um homem sem rosto, que apenas é visto pelas crianças. Ele as mata depois de as cassar.
Eu fui dormir então, sem nenhum ressentimento, pois adorei o jogo. Mas foi nesta noite que tudo mudou. Não consegui dormir e já era mais de 3:00 da manhã. Então sentei na varanda. Eu estava meio sã, pois tomo o meu remédio para asma, e ele não me deixa dormir. A minha casa é muito bem iluminada, mas tenho medo de sair a noite, mas nessas ultimas semanas tenho feito isso para o meu pai não ver eu lendo. Ainda mais os livros sobrenaturais que pego na biblioteca de minha cidade.
Continuando, eu estava sentada na balança, quando de repente ouço ruídos atrás da árvore que já está em minha casa a mais ou menos 50 anos. Eu claro fiquei com muito medo, e tentei entrar em casa, mas a porta estava trancada. Me desesperei, e fui tentar entrar pelas portas do fundo. Estava trancada também.
O que eu podia fazer? Se eu gritasse meu pai iria me ver com o livro e ia me bater muito, e eu não tenho mãe, pois ela havia morrido a 5 anos.
Decidi esperar até amanhecer, mas comecei a ouvir o meu nome cada vez mais alto. Olhei para trás e não vi nada. Quando eu virei para frente novamente vi o slender. Gritei muito e sai correndo. Eu corria muito, e sai da minha casa atravessei a rua e sai pela cidade. Quando eu olhava para trás via ele, como se fosse no jogo. Corri, corri, corri, até chegar no cemitério. Eu achei estranho, pois não havia guarda lá, e a porta estava aberta. Olhei para trás e vi o slender. Não pensei duas vezes e entrei no cemitério. Corri muito e me escondi atrás de um túmulo. Vi que era o de minha mãe, e nele estava escrito “Denise 20-12-63 até 20-12-07. A morte é inesperada”. A minha mãe foi enterrada junto com a minha avó. E no tumulo dela estava “Antonia 20-12-79 até 12-12-05. A morte é inesperada. E chegou a sua hora netinha.” Quando me virei não vi o slender, vi o meu pai com um machado na mão. Percebi que quem estava me perseguindo não era o slender, era o meu pai, e ele queria me matar como ele matou a minha avó e a minha mãe. No dia 20-12-12 era eu.
E foi isso o que aconteceu. A morte é inesperada, assim como foi comigo, vai ser com você.

