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Obsessão sem fim

Eu confesso que meus sentimentos não possuem juízo algum.

Tenho 28 anos e sou professor. Eu tenho o costume de criar um laço afetivo com meus alunos a fim de tornar as aulas mais atrativas, interessantes e que façam os alunos criarem gosto pelas discussões que surgem com os conteúdos. Sempre fiz o possível para ser um professor correto, sem puxar sardinha para nenhum aluno, sem me exaltar desnecessariamente.
Há quatro anos conheci uma aluna nova no colégio que lecionei Filosofia, ela me parecia uma aluna comum a primeira vista. Estudiosa, não tinha dificuldades na matéria e sempre tirou notas boas, o tipo de aluna que passa de ano numa boa. Por um ano ela foi uma aluna que não se aproximou tanto dos professores e professoras, ela era quieta diante dos docentes.
No ano seguinte, ela se soltou muito, conversava bastante com a maioria dos professores e dizia para todos que queriam ouvir que a matéria que ela mais gostava era filosofia. Um professor quando ouvi tal declaração se sente muito bem, pois geralmente isso demonstra que suas aulas não deixam a desejar para tal aluno.
Com o tempo essa aluna se aproximou muito de mim, neste ponto me sinto culpado por ter permitido. Como eu ocupava várias funções no Colégio, acabava ficando por lá o dia todo e nos tempos livres eu permitia que alguns alunos viessem conversar comigo sobre seus problemas pessoais por eu acreditar na linha de raciocínio da Filosofia Clínica que trata terapicamente a mente das pessoas. E esta aluna tinha, praticamente todos os dias, um problema para resolver. Comecei a me preocupar com ela, ela demonstrava desconforto emocional constantemente até que ela apareceu na escola com um corte no pulso. Fez de tudo para esconder, até que descobri que ela mesma se feriu. Autoflagelo é um distúrbio psicológico que se não for controlado pode piorar muito.
Até reunião com a mãe eu fiz resultando em um pedido de ajuda para tratar a filha. Eu, imbecil, aceitei o pedido e me comprometi de fazer algumas sessões de filosofia clínica com a garota.

Resumindo um pouco, três meses depois a menina teve uma “catarse” confessou sem medo ou receio que estava apaixonada por mim. Na hora não demonstrei reação alguma para não piorar a situação. Com um tempo disse à ela que esse sentimento precisava mudar pois os pensamentos dela estavam muito concentrados em mim e isso fazia mau para ela… Imagina só que trouxa que fui imaginando que ser educado resolveria a situação… no fim de 2011 ela conseguiu meu número de celular (o começo da insanidade) não sei como e muito menos com quem…
No último mês de aula fiz outra reunião com a mãe da aluna apaixonada e disse que não tinha mais o que tratar nela. Falei que mesmo depois desse “tratamento” era a hora de me afastar um pouco da filha dela para não criar laços muito fortes… você acredita que a mãe me pediu para eu não fazer isso?… me espantei, a mãe disse que a filha gostava muito de mim e se eu me afastasse a filha ficaria muito triste… vê se pode… ela só pediu para eu tomar cuidado, porque a filha era muito manipuladora. Nos despedimos e fiquei realmente confuso com toda a situação, não sabia o que fazer, comecei a ter um pequeno surto de ansiedade… essa história resultou em uma gastrite nervosa e 15 dias afastamento psiquiátrico das aulas.
Em janeiro de 2012 a aluna passou a me mandar mensagens no celular chegou a me ligar e minha confusão já era tão grande que não sabia o que fazer, eu permitia que ela me elogiasse, eu queria literalmente me afastar, mas tinha receio do trauma que podia causar nela, o pedido da mãe dela entortou meu raciocínio de um jeito que eu não enxergava uma solução.
Na tentativa de acabar com isso eu marquei de sair com esta aluna, fomos a um parque ecológico, local movimentado, férias, não tinha como sair do meu controle. Conversamos muito e quando me dei conta eu estava admirando aquela garota… insanidade pura… eu passei a olhá-la com sentimento de paixão, passei a achar sua voz doce, seu jeito interessante apesar de tudo o que havia acontecido. Quando notei que eu estava sem juízo falei para irmos embora e que eu a levaria para casa, entramos no meu carro e ela começou a olhar para mim, eu a olhei nos olhos e notei um olhar fixo e profundo… eu tinha consciência que estava sem consciência… não consegui me conter, não raciocinei… e a beijei. Me entreguei literalmente, eu não entendia o que estava acontecendo, hora eu queria parar, hora eu queria continuar… fomos para o banco de trás, a coisa esquentou… senti que ela estava curtindo o momento, mas que não queria ir além do que estava rolando. O segurança do parque se aproximou e avisou que o estacionamento estava fechando, a minha sorte é que o vidro fumê não deixou ele perceber quem exatamente eu estava beijando (logo saberá o porquê). Saí de lá lamentando à garota, pedindo perdão pelo o que fiz, então, ela disse coisas que deixou bem claro que ela adorou o que aconteceu, com isso parei o carro e nos beijamos por mais alguns minutos… mesmo ela gostando, mesmo sem perigos, me senti o cara mais cretino, nojento, hipócrita e bandido do mundo por sentir aquele turbilhão de sentimentos confusos.
Encurtando… esse envolvimento durou um ano, neste período eu surtei de verdade, enlouqueci, me encontrei com ela de madrugada algumas vezes e acabamos transando no meu carro no último encontro. Tudo às escondidas. Fiz algumas pessoas sofrerem com essa história e atualmente me sinto o lixo mais lixo do mundo. Essa ex-aluna me conheceu aos 11 anos de idade, me beijou aos 13 e perdeu sua virgindade também aos 13. Hoje ela tem 14 anos, acredito que ainda gosta de mim, temos agora pouco contato. Tenho saudades dela, mas acredito que de alguma forma a prejudiquei… além de ter me prejudicado também. Tem dias que choro compulsivamente sentindo uma culpa enorme, mas sei que estou pagando o pecado que cometi.

Podem me xingar se quiserem… sei de minha sentença.

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Escrito por Anônimo

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fiz colonoscopia e tenho desejos de sexo anal.

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