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Odeio meu emprego

Eu confesso que odeio meu emprego com todas as forças. O ambiente é até confortável e o salário não é dos piores, mas as pessoas que trabalham lá são o ápice da mediocridade, do comodismo e do vitimismo social. São pessoas que acreditam piamente que não conseguem crescer na vida porque são pobres vítimas de um diabólico sistema opressor. Como não querem assumir a culpa por seus fracassos, vivem apontando o dedo para aqueles que conseguem se sobressair de alguma maneira. Eu detesto andar em grupo, nunca fui de ficar com conversinha. Sento, trabalho, faço o meu melhor e obtenho resultados com isso, mas esses parasitas invejosos sempre tentam arranhar minha imagem com boatos e apedrejar minha autoestima. Não percebem que, apesar de ganhar um pouco mais que eles, eu também sou um ser humano e esses maus tratos rotineiros me MACHUCAM profundamente. Na verdade, percebem sim. E por isso continuam. Sei que vou me fortalecer porque quero continuar lutando pelo que acredito, independentemente dos dedos apontados em minha direção, mas precisava desabafar. A mídia está adoecendo o raciocínio das pessoas, o politicamente correto é o ópio da nossa sociedade e o funcionalismo público é um câncer. Ninguém mais quer uma oportunidade para vencer na vida, as pessoas querem apenas UMA DESCULPA para justificar suas atitudes mesquinhas e suas vidinhas miseráveis. Tenho nojo da cidade horrorosa onde vivo, famosa mundialmente por ser uma cracolândia empestiada com as prostitutas e os vagabundos mais feios que já vi. Uma verdadeira ESCÓRIA da humanidade.

Sonho todos os dias em ir embora deste país em que a educação é um embuste e pessoas com diploma universitário são semi-analfabetas, têm a civilidade de um gorila com síndrome de Tourette e acham que a novela das oito tem a resposta para todos os seus dilemas existenciais.

Às vezes, acho que vou sucumbir e desistir ou enlouquecer, mas aí releio uma frase que está me ajudando muito a enxugar as lágrimas, erguer a cabeça e continuar a trilhar esse caminho solitário:

“Para ser popular, é indispensável ser medíocre.” (Oscar Wilde)

E lembro dos meus tempos de escola, em que eu era a menininha feia, de dentes muito ruins, corpo deformado e cabelos espetados que vivia isolada do mundo involuntariamente, que gostaria de ser invisível para não ser motivo de tantas chacotas e humilhações… aquela menininha passava todos os momentos de folga na biblioteca, aquela menina leu quase todas as coisas boas que cairam em suas desajeitadas mãos, aquela menina cuja mãe foi aconselhada a não renovar a matrícula em um colégio porque ela não conseguia aprender as coisas passou de primeira em dois vestibulares de universidades públicas no ano seguinte. Aquela menina feia cresceu, arrumoou os dentes e o cabelo, aprendeu outros idiomas, fez pós-graduação fora, tem um salário acima da média e um noivo que a ama. Aquela menina conseguiu superar muitas coisas e vai conseguir superar ainda mais!

Pronto, acabei de desabafar. Precisava fazer isso de alguma forma. Obrigada pelo site. Sinto-me bem melhor agora. ”

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Escrito por Anônimo

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não a quimica e sim ao basiado

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