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Odeio o ser humano.

Eu confesso que odeio a humanidade em geral. Em sua esmagadora maioria, muitas das vezes não passam de uns selvagens, grotescos, e destrutivos para as pouquíssimas almas delicadas e excepcionais que ainda restam. Entendam que, por vias do destino, eu sequer me enquadro em uma grande minoria dentro de um contexto maior. Tive e tenho quase “tudo” o que uma pessoa pode querer. Ainda assim, não consigo me compadecer, acordar agradecida pela minha existência ou enxergar a humanidade com olhos sadios. Ora, pra mim são todos uma praga, uma cólera sem fim, e admito que no dia da minha morte, espero que o medo de morrer não me impeça de desfrutar uma despedida em grande estilo desse muquifo de imbecis patéticos. Um mundo onde altos executivos das bolsas passam em entrevistas graças aos bons resultados em testes que são utilizados para detectar psicopatas, enquanto que pessoas trabalhadores e honestas, vivem na escuridão da ignorância e do abandono, sob condições desumanas, definitivamente, não merece o meu respeito.

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Escrito por Anônimo

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