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Olá.

Olá para todos que estejam lendo, não importando a hora ou o local.
Eu já me confessei como me sentia nesse site, chamado "Depressão ou apenas uma \"Fase\"?". Quem estiver interessado em ler ela é só pedir nos comentários, ou algo do gênero.

De qualquer jeito, não vim aqui "divulgar" a minha tristeza para todos. Estou aqui para me livrar de um peso extra posto nos meus ombros.
Bem… não sei como iniciar isso. Vamos as apresentações, que tal?
Meu nome é GeekGirl, tenho 14 anos (farei 15 daqui a alguns meses), e meu pai é divorciado de minha mãe. Não tenho mais amigos na escola, fora da escola, até mesmo na internet, que achei que seria um lugar maravilhoso para me refugiar, para retirar essa angústia tristonha no meu peito. Minha irmã havia descobrido que eu me corto no pulso e contou para toda a minha família. A sua justificativa? "Eles irão te ajudar, não se preocupe."
Eu ri nessa parte. Mas senti meu pequeno mundo, a onde ninguém sabia sobre esse segredo, ser despedaçado por completo, tendo apenas cinzas. Meu pai me chamou de doida. Me falou que eu iria morar com a minha mãe, na qual ele também tinha chamado ela de doida. Até mesmo citou que é falta de apanhar (sim, com essa idade eu ainda apanho às vezes de meu pai). Minha outra irmã? Me chamou de louca também. Veio do nada falando de que tenho um parafuso a menos.
Talvez ela esteja certa. Quem sabe.
Não vou falar do resto do pessoal, sobre seus comentários, porque, resumidamente, foi comentários do tipo "maluca", "é só uma fase".
Eu "tentei" ir pro psicólogo, que minha irmã encontrou para mim. Eu juro que tentei. Eu não quero mais que ninguém tente me ajudar depois de tudo aquilo. Me dá uma dor de cabeça só de saber de que todos falam sobre mim pelas costas, do quanto sou imatura, idiota, maluca pelo jeito como sou.
Uma coisa que eu quero, única, é ficar sozinha. Nem que eu precise me matar para fazer isso. Eu quero um tempo para mim, eu quero poder chorar sem que os outros opinem sobre, eu quero gritar até sentir minha garganta latejar.
Talvez eu esteja dramatizando tudo que escrevo agora. Eu até que tenho uma vida boa. Na escola eu sento, desenho algumas coisas, desço por conta do intervalo e fico no banheiro ou em algum canto para eu ficar sozinha, e subo novamente para aquela sala sufocante. Tenho uma casa na qual me alimento, tenho um lugar para dormir e acesso à internet. Por que estou reclamando tanto se a minha vida é invejada por tantas outras crianças? Não consigo entender porque estou sendo tão ingrata com tudo isso.
Me desculpe se estou fazendo um texto enorme. Eu sinceramente não sei oque escrever nesse quadrado enquanto escuto uma música. Só queria alguém para ler os meus problemas, só queria alguém para me abraçar quando sinto me despedaçar por completo, só queria que o tempo parasse quando eu sinto uma leve alegria percorrer pelo meu corpo, mesmo que seja uma piada sem graça.

Eu queria um amigo. Agora não posso ter mais pois, para ele, seria muita dor de cabeça pro coitado. Tenho que viver nesse mundo, que aos poucos está se acabando também, até que a minha hora chegue. Não tenho um futuro muito promissor em mente. Meu pai pôs na minha cabeça que eu deveria ser médica, depois veterinária, já que minha irmã infelizmente contou para ele tudo que eu gostava, e agora? Eu não tenho uma habilidade para se orgulhar.
Eu não sou bonita.
Eu não sou inteligente.
Eu não sou carismática.
Eu não sou alguém.
Olha eu dramatizando de novo.
Não pensei em ter uma família ainda. Não imaginei uma casa na onde viveria uma grande aventura, cheia de pós e contras durante isso, até que meu coração pare de palpitar. Talvez eu realmente me odeie, a ponto de não pensar em nada de bom para minha vida.
Eu realmente queria ajuda. Eu necessitava de um abraço, de alguém que me diga que realmente vai ficar tudo bem. Mas fui ignorante, na esperança de que alguém que realmente se importe comigo aparecesse. Eu ainda tenho esperança. Não sou tão ignorante para notar isso. Ainda quero alguém para saciar minha carência.
Mas essa pessoa não apareceu. Eu sou impaciente, sei que logo logo irei mudar minha opinião sobre isso, e, infelizmente, acreditarei de que foi apenas um erro eu ter nascido. Não fará nenhuma diferença eu desaparecer agora, sem deixar nenhum rastro da minha existência. Ninguém sentirá falta, ninguém se incomodará, ninguém dará o esforço de escutar/ler minhas baboseiras.
Finalizarei esse texto com os olhos lacrimejados, o nariz já irritado, para a alegria de vocês.
Dessa vez eu não irei pedir uma opinião sobre, como na última vez. Eu estou realmente cansada de tudo e de todos. Eu só queria me aliviar por um tempo, antes de voltar na outra, e chata, realidade.

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Escrito por Anônimo

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