Eu confesso que escrever tem sido terapêutico… Pra começar não tenho quem me escute todos os dias, a culpa, claro… é toda minha!
Tive traumas que me fizeram perder a confiança na sinceridade das pessoas. Eu achava que tinha tudo, daí esse tudo foi foi embora junto com as mentiras que me contaram. Achei que isso se repetiria ‘ad infinitum’ e comecei a pressupor que todo mundo iria fazer a mesma coisa. Vesti uma carcaça, não deixava nada me envolver, hoje eu vejo o quanto deixei de aproveitar -mesmo que por um segundo- os momentos. Agora estou só, tentando usar meus estudos pra ocupar o vazio de uma vida extremamente solitária; não adianta dizer que contato humano é besteira, ‘é impossível ser feliz sozinho’, dizia Tom Jobim, ‘O homem é um ser social’, dizia Aristóteles’, ‘o ser social do homem que lhe determina a consciência’, postulava Karl Marx… E a onda de suicídios em países nórdicos e cheios onde o que menos se tem é contato humano? Pra uns isso é imprescindível, mesmo que não seja regras pra todos…
Eu exagerei de mais com segurança, que não era necessariamente proteção. Tenho minha parcela de culpa, queria voltar atrás e ter arriscado amar (palavra piegas…), porque o medo de cair do precipício com uma decepção nunca me deixou… Deveria ter caído, depois me levantado, mas é se isso piorasse minha desconfiança?
Na hora do intervalo fico sem saber o que fazer, onde olhar, como devo estar sentado, onde pôr as mãos, que expressão devo esboçar, de qualquer forma não me sinto bem parece que todos me acham ridículo. As pessoas que eu tinha alguma coisa em comum eu fiz a ‘cagada’ de afastar, e onde estudo não tenho nada em comum com o resto… só queria conversar pelo celular com quem eu me dava bem, nas horas que me sinto estranho no intervalo.
É longo, o assunto da voltas de 360 graus. Vocês que leram têm algumas similaridades?

