CONFISSÃO UM POUCO LONGA, LEIA TUDO PRA NÃO TIRAR CONCLUSÕES PRECIPITADAS.
Vou me apresentar como Michel, pois é o nome mais bonito que eu considero e é o nome que eu queria ter.
Tenho 23 anos, estou terminando o curso de Biologia e faço Iniciação Científica em um Instituto de Pesquisa que é um dos maiores do Brasil, senão o maior, que é distribuído em alguns pólos pelo país.
Estou namorando há 4 anos e 2 meses (atualmente muito desgastado) e vivo numa família "normal" (com situações desconfortáveis na infância).
Não tenho religião e me considero agnóstico, não gosto de sair, sou bem na minha e prefiro ficar em casa. Não tenho amigos, apenas uma colega da faculdade. E sou super fã do Evanescence (Ouçam o novo álbum: SYNTHESIS).
Tenho uma vida aparentemente boa e normal.
Entre 2013 e 2015 fiz acompanhamento psicológico e psiquiátrico escondido da família, pois eu tinha vergonha. Meus problemas começaram quando eu tinha 17 anos, mas hoje vejo que desde lá atrás na infância nunca fui uma criança normal, mas piorou aos 17. Não vou entrar em detalhes sobre o que eu tenho porque eu nem sei o que eu tenho, e o psiquiatra que me acompanhava era um irresponsável mais louco que os próprios pacientes. Posso dizer que sou caracterizado por instabilidade e descontrole emocional, automutilação, agressividade, sentimentos crônicos de vazio e comportamento suicida e antissocial. Eu tenha TPB talvez, quem conhece sabe.
Eu tô falando isso aqui porque estou "bem" neste momento, tenho pura noção do que digo. Mas às vezes eu talvez me dissocie do comportamento ético e moral e começo a agir de forma não muito boa para a sociedade.
Resumindo, eu tenho vontade de matar pessoas.
Eu não tenho motivos pra matar, ou talvez eu ache que não tenha motivos. A verdade é que essa vontade surge principalmente nas minhas crises de vazio, como se quando eu matasse iria preencher esse vazio. Sei que não faz sentido, assim como nada na minha vida faz sentido, e por isso às vezes preferiria estar morto.
Eu não tenho ninguém pra conversar sobre esse assunto de "matar". Minha namorada que é quase uma inútil. Ela sabe dos meus problemas e a gente briga muito e ela vive me chamando de louco pra depois dizer que me ama, eu odeio isso porque machuca muito. Mas mesmo assim ela é a única pessoa em que posso confiar.
Algumas vezes deixei em aberto pra ela perceber que eu tenho esse impulso, e ela percebeu mas finge que não é verdade, mas ela conhece meus comportamentos.
Essa confissão é porque nas últimas semanas isso tem crescido dentro de mim, e ocorreu por vários motivos, motivos estes que fizeram surgir uma grande sensação de vazio dentro de mim, que me levou até em pensar em suicídio.
Eu não quero sair por aí matando, pois não sou burro de me arriscar de ser preso, mas tenho certeza que se eu começar a fazer eu não vou ser preso porque vou agir de forma bem planejada. Mas deixo bem claro que eu não quero matar ninguém, mas isso tá ficando mais forte que eu, que já me faz perder o controle de si.
Justamente por eu já perceber que estou me desligando do comportamento ético é que penso em chegar na minha namorada e contar TUDO, mas tenho medo, não por ela achar que sou louco ou falar pra alguém, mas de ela achar que eu vou falar isso pra chamar atenção. Eu só quero falar isso porque preciso de ajuda, eu quero muito nesse momento parar de pensar essas coisas e não querer fazer nada de errado porque não quero me prejudicar.
Pensei também em voltar ao acompanhamento psicológico e psiquiátrico mas não tenho mais vontade.
Então fico nessa situação, tendo noção do que é certo e errado, mas ao mesmo tempo querendo fazer só o errado.

