Sou um quarentão bem resolvido. Casado, quatro filhos, dono de uma loja de eletrônicos num famoso shopping do Rio. Mas na adolescência, durante uns meses que morei com minha tia em Minas, eu fiz sexo com um colega algumas vezes. Na verdade eu dava pra ele. E gostava muito. Mas eu não me sentia gay.
O tempo passou. Eu me formei em administração. Casei. Tive filhos. Hoje eu sou bem sucedido e, desde aquela época, nunca tive qualquer relação ou afinidade homoafetiva. Ao contrário. Sempre fui muito pegador e viril. Aquilo tinha sido completamente apagado pela borracha do tempo… Mas… No ano passado quem é que me entra na minha loja? Nos reconhecemos de cara. Todo o passado voltou de relance, vívido como o presente. Eu cheguei a suar frio. Nunca imaginei que o tornaria a ver um dia. Eu fiquei visivelmente desconcertado. Já ele, estava bem tranquilo e com aquele ar sacana. Pois bem. Conversamos o básico apenas, enquanto uma de minhas vendedoras o atendia. Fotos dos filhos, das esposas, como está a vida… nada além disso. Ele pagou os componentes. Nos despedimos. E eu fiquei uma semana com crise de identidade. O passado voltou com toda sua fúria. Eu já tinha até esquecido do reencontro. Haviam se passado meses. E num certo dia, quem é que estava me esperando na loja? Pois é! Eu voltava de um cafezinho. Nossa! Ele estava vestido como se fosse pra uma festa. Barba bem feita, cabelo curtinho, perfume ao ponto… Eu gelei. O cumprimentei e ele já foi perguntando se eu tinha um tempinho. Que queria conversar de negócios. Eu disse que podíamos conversar em minha sala. Mas ele insistiu num chopp. Bem… eu não bebo durante o expediente. Mas aceitei. E fomos num bar tradicional em Botafogo. E bebemos até mais do que o planejado. Nada de conversa do passado. Futebol, politica, negócio… a conversa estava realmente agradável. Mas, de volta ao carro, ele deu um tapinha discreto na minha bunda e perguntou baixinho se ela também sentiu saudades de mim. Eu arrepiei. Caramba! Como pode? Não teve jeito. No carro ele só falando putaria, tipo o que queria fazer comigo. Eu até pedia pra ele parar. Mas o meu corpo já estava dominado pela menina interior. Então ele disse que eu me assustaria se visse como ficou o seu pau. Que eu não o reconheceria a não ser pelo gosto. Não resisti. Eu quis ver. Eu quis pegar e sentir. Não voltei pra loja. Mandei o gerente segurar as pontas que eu não voltaria. Fomos pra um motel discreto. Passamos seis horas lá. Eu me acabei nele. A menina interior me invadiu a alma e o corpo. Chupei, dei, rebolei, gemi, chorei gozando, engoli sêmen… fui pego de todas as maneiras possíveis… Enfim. Estamos nos encontrando furtivamente até hoje. E o que mais me impressiona, é que eu estou muito melhor de cama com minha esposa e com a tal vendedora, com quem saio há cinco anos. Parece que ser passivo nos torna um excelente ativo.

