Eu confesso que sempre frequento a algumas reuniões na paróquia onde frequento, para planejarmos eventos de solidariedade a pessoas necessitadas. Sempre vou acompanhada do meu marido e minha filha. Meu marido tem quarenta anos e minha filha dezessete, tenho trinta e cinco. Acontece que sempre nos finais das reuniões fazemos algumas orações de mãos dadas, com o intuito de aproximar os participantes desses eventos. Sempre fico entre meu marido e minha filha, mas outro dia minha filha não pode ir e foi eu e meu marido. Na hora da oração estava do meu lado um senhor muito simpático, daqueles homens bem rústicos por causa da profissão, ele é boia fria. Quando chegou a hora da oração e ele pegou na minha mão, levei até um susto, pois ela era enorme e nunca vi um aperto de mão tão firme e forte. Sentia os calos da sua mão e ele ficava apertando a minha o tempo todo. Nesse pequeno instante de se preferir uma oração, me senti pequenina perto dele, somente ai percebi que ele era um homem enorme, assim como suas mãos. Meu corpo estremeceu, senti minha face em fogo e minha buceta ficou molhadinha, que chegou a molhar minha calcinha. Agora a qualquer hora me vejo pensando nele. Me sinto perdida.

