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Perto do meu limite

Antigamente, o único motivo para eu não querer me matar era minha mãe. Ela diz me amar mas acho que é comodismo, pois não entendo o porquê ela amaria um lixo como eu. A única coisa que lembra minha existência são os problemas que eu trago, sou um peso morto.
Eu me odeio tanto que penso em me cortar, não para aliviar a dor emocional, mas para me dar ainda mais dor pois eu mereço. Absolutamente me odeio, não suporto ter que conviver mais nenhum segundo com essa pessoa nojeta que eu sou. Essa aparência monstruosa, essa personalidade – ou melhor, a falta dela – de merda e essas memórias dolorosas.
Sou uma covarde, eu já desisti da vida, não adianta tentar. Se não me derem remédios as consultas serão inúteis e um desperdício de tempo pois não irei fazer o minímo esforço para melhorar. Estou aqui apenas para atrapalhar as pessoas e sofrer. Minha existência é completamente irrelevane e problemática, e eu sou uma fraca que não quer lutar, então gostaria apenas que me matassem logo para o alívio de todos – principalmente o meu. Não vejo a hora de morrer, estou tão exausta.

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Escrito por Anônimo

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