Eu juro que não queria. Mas confesso que não resisti. Eu nunca tinha traído antes. Foi a primeira e a única vez. Eu andava meia carente. Estávamos passando por problemas financeiros e conjugais. Faziam três semanas que meu marido não me comida e eu fico nervosa se ficar muito tempo sem. Estava já dando choque. E o garoto do mercadinho sempre soltava uma pra cima de mim. Mas nunca dei confiança pra ele. Mas na festinha junina da rua ele estava lindo. Meu marido estava tentando um dinheirinho no Uber e eu estava sozinha em casa. Confesso que na hora fantasiei com ele e me deu muito tesão. Vi que ele estava vindo em minha direção. E fiquei muito nervosa. Logo ele estava bem do meu lado e me perguntou se meu marido trabalhava com Uber, só pra puxar assunto é aí começamos a conversar. João ia rodar a noite toda porque a gente estava muito enrolado. Quando dei por mim a gente estava bebendo cerveja e conversando já com certa intimidade. De repente ele disse que iria dar a volta e pular o muro da minha casa por trás. Eu tremia toda. Mas fiquei excitada na hora. Ele saiu e depois de um tempo eu resolvi ver se ele tinha mesmo tudo coragem. Quando dei a volta no meu quintal, meu escuro nos fundos, fui surpreendida por ele me agarrando por trás, me amordaçado com a mão. Ele me apertou de um jeito que eu nunca tinha sido adotada antes e na mesma hora perdi as forças. Ali mesmo, na área, ele me escorou na parede e começou a me beijar muito gostoso ao som do funk da Anitta Vai Malandra, que tocava na festinha da rua. Ele começou a me chamar de malandra ao pé do ouvido e abriu minha blusa xadrez e me deixou maluca chupando meus seios. Eu vi que ia dar PT e pedi pra ele parar, dizendo que João ia chegar logo. Mas ele disse que era tarde demais pra voltar atrás e começou a me esfregar nas partes, por sobre o jeans. Adorava a minha bunda. Disse que eu deixava ele maluco é que aquilo estava parecendo um sonho, que ele sempre quis me comer. Eu dei uma empurrada nele e me recompuz, pedindo pra ele ir embora. Ele me respeitou e, balançando a cabeça, se virou e estava mesmo indo embora, na direção do muro. Parecia que eu ia infartar. Só que assim que ele começou a andar, já quase no muro, não sei o que deu em mim… Fui pra cima dele e o agarrei é o beijei com vontade. Nisso eu pedi pra ele esperar um pouco. Entrei em casa pela varanda e abri a porta dos fundos, que só abre por dentro. Então o levei pra dentro da minha casa. Foi Perda Total. Tudo mesmo. Quase duas horas, numa mistura inflamável de medo e tesão. Ele simplesmente acabou comigo. Isso foi semana passada. Quando me despedi dele, disse que nunca mais falasse comigo, que sumisse da minha vida porque não iria ter bis. Só que eu não consigo tirar ele da minha cabeça. Nem consigo me perdoar pelo que fiz. João pode estar me deixando na falta, mas ele não tem culpa, porque eu estou sempre cobrando dele os problemas que estamos passando, desde que foi mandado embora. A gente está sempre brigado. A verdade é que eu me sinto imunda desde então.

