Amei um kra por quase quatro anos. Tenho 27 e ele 24 anos. Tivemos 2 anos felizes de carinho, amor e cumplicidade.Dizia que ele era o kra da minha vida e ele dizia o mesmo para mim. Faziamos planos de ter nossa casa e 2 cachorros, rsrs.
Por conta do relacionamento, da pressão familiar, assumi para os meus pais e fiz loucuras para fazê-lo feliz, dadas as dificuldades de não sermos assumidos aos demais.
Em 2014 surgiu para ele uma viagem de intercambio de um ano e meio. Durante todos os preparativos, sempre o estimulei, pois sabia da importância disso para uma futura carreira na área que ele estuda. Embora fosse certo que a saudade doeria, jamais iria "jogar contra", pois o amor não é egoísta.
Em questão de uns 6 meses que ele havia partido, percebi um distanciamento, má-vontade em conversar no skype por audio/vídeo. Nossos contatos passaram a ser praticamente apenas por conversas de texto, no Facebook e Wathsapp.
Eu cobrava atenção, mas ele sempre em atividades frenéticas de estudo, estágio, academia, voluntariado, não conseguia arrumar nem meia hora por semana para se dedicar a nós em uma conversa por audio/vídeo
Ele retornou completamente desajustado à vida no Brasil, entediado, com a ideia fixa de voltar pro país onde ele foi tão logo se formasse daqui 2 anos, como se nada aqui lhe servisse. Me colocou contra a parede quanto a deixar minha carreira aqui (a qual não é possível em outro país) e seguir com ele ou não.
Passados mais 4 meses, em que tivemos 1 único encontro pessoal (ele mora a 60 km de mim) veio me dizer que "esfriou", que sente saudade de nós, mas que não quer mais algo além de amizade, devido aos planos dele.Dessa forma tão bizarra, por mensagem.
Roubou quase 2 anos da minha vida!
Vejo que aquele menino simples de cidade do interior de MG, de família humilde, gentil, afetuoso, escondia alguém fascinado por títulos acadêmicos, viagens, produtos de marca, padrão de vida de outro pais, os quais, por conta da minha família eu sempre tive, mas que nunca me dominaram.
Para ele as pessoas, relacionamentos, não são tão importantes, são substituíveis a medida que não se adequarem aos seus objetivos materialistas.
Espero brevemente encontrar alguém que, como eu, valorize mais o amor, os sentimentos.Me sinto decepcionado, mas não abatido. Agora estou livre…

