Durante a maioria da minha vida, eu diria que 95%, a minha vida tem alternado entre estado de tristeza acentuada e intensa.
Nos períodos em que era acentuada, esse era o meu normal. Nos períodos em que era intensa, eu ficava emocionalmente e psicologicamente de rastos. Eu ficava de tal forma, que parecia um morto-vivo com uma rotina de casa trabalho, comendo pouco e mal.
Nos dias em que fui muito abaixo(foram 5 vezes), eu achei que não sobreviveria a esse buraco emocionalmente. Achei que não teria força para me reerguer. Nessas ocasiões, chorei com tanta amargura na alma, como fiz em poucas ocasiões na minha vida.
Em 3 dessas ocasiões, peguei no telemóvel e gravei um vídeo de despedida, onde expliquei o que sentia, o sofrimento pelo o qual estava a passar. O quão abandonado e miserável me sentia. Pedi a Deus que me concedesse a morte.
Mas Deus não me concedeu o que pedi. Em 2013, eu soube que seria pai. Com o passar do tempo, e após me apegar muito ao meu filho, comecei a ver que o meu filho precisava de mim.
Hoje não tenho pensamentos de morte. Tenho dias maus, sim. Mas agradeço a Deus não me ter levado. E agradeço a Deus pelo presente que o meu filho se revelou ser.
Hoje atravesso e faço tudo para ver o sorriso dele naquele rosto lindo. Não sou de mostrar emoções, mas é muito fácil para mim chorar de gratidão quando falo do meu filhinho.
O que quero transmitir com este desabafo é, cuidar de quem nos ama e precisa de nós. Eu tenho sido um pilar na vida do meu menino. Se eu morresse, parte dele iria comigo. Quero viver pelo menos o suficiente para o ver casado com uma boa mulher, tendo um bom trabalho ou o negócio próprio, com uma vida próspera e honesta, que ele viva a vida que eu sonhei para mim, mas por força das circunstâncias acabei por não viver para mim.
Nesta foto, está o meu filho, apreciando a natureza, o vento, o barulho das ondas do mar, tal como lhe ensinei a valorizar até as coisas mais simples e banais da vida, que tantas vezes nos esquecemos de valorizar.
--- Criado com nosso formulário simples e amigável. Você já desabafou hoje?

Mesmo com dor na alma, você encontrou no teu pequeno uma razão para viver e isso é ótimo porque muitas pessoas são vencidas pela tristeza extrema ao ponto de acabarem com a própria existência.
Desejo muita luz na tua vida e nos próximos passos com o teu filho.
De certa forma, o seu filho salvou a sua vida, pois te mostrou uma razão de viver.