Eu confesso que não entendo por que eu existo. Nasci em um ambiente de desavenças e, por ser fruto de uma gravidez indesejada, sinto que nem meu pai, nem minha mãe me amam de verdade.
Cresci vendo um homem estúpido batendo em minha tia e denegrindo a moral da minha mãe. Meu pai nunca me deu atenção e sempre teve outras prioridades, que o levaram a ser ausente em quase toda minha vida. Minha mãe me dá dinheiro, comida, roupas, mas nunca tem tempo para me dar coisas essenciais e gratuitas, como carinho, atenção, AMOR. Ela prefere toda e qualquer pessoa à mim e meu irmão, que é outro que me odeia. Tudo que faço é errado, é feio, é triste, é imoral. Por conta de um segredo que ostento passei parte da minha vida angustiado, preso a uma triste realidade. Tenho depressão a mais de 10 anos e isso me tornou em uma pessoa fria, e compulsiva. Eu engordei muito durante este período, para piorar a situação. Minha auto-estima é ZERO, não tenho amigos e ninguém com quem eu possa desabafar. Não consigo arrumar emprego por ser FEIO, GORDO, PRETO, POBRE, DOENTE E ETC… Ninguém se dispõe a me ajudar. Meu pai disse para mim desistir. Minha mãe, que namora com um chefe de setor de uma empresa, só chora( de falsidade), acende velas e diz: Calma. Deus vai te ajudar.
Na situação que eu me encontro, a fé já não existe mais e eu só quero que quem desejou meu mal MORRA. ODEIO várias pessoas e tenho vontade de matá-las. Vivo em uma casa onde todos são falsos. Tenho uma tia que mais parece filha do Hitler com o CAPETA. As pessoa aqui são porcas, repugnantes. Meu pai é um canalha, um idiota, uma aberração que utiliza e vende DROGAS. Minha mãe é a pessoa mais influenciável que eu conheço( Ela é uma pessoa diferente em cada ambiente que ela vai). Meu irmão é hipócrita, mesquinho, faz tudo ao contrário do que peço e adora as pessoas que eu mais odeio. Fútil, ele muda de personalidade à todo instante. TODOS MEUS FAMILIARES ME ODEIAM E DESEJAM MEU FRACASSO SEMPRE. Não sei mais o que fazer, só sei que quero morrer. Para mim a vida já não faz sentido.

