Sim, eu traí meu marido. Fiquei com outros homens em viagens de trabalho. Sempre sonhei ser fiel. Pertencer a um só homem. Mas, uma mulher precisa sentir que seu macho está e sempre estará ao seu lado. Precisa sentir que incondicionalmente, aquele homem a ama. Que aquele homem a tem em um lugar que é só dela. Um santuário. Um santuário de sexo, cumplicidade, suor, sangue e amor… Que por nada, nem por ninguém será violado, quebrado ou manchado.
Não sou Santa. Nunca fui. E hoje posso dizer que as fases ruins do meu casamento, tiveram uma coisa boa: fodas com outros homens. Não era assim que eu queria fosse. Mas, assim foi. E foi muito bom.
A última, salvou a mulher que hoje sei que sou. Um cara mais novo que eu. Gostoso. Metido a conquistador, que no fim queria que eu fosse morar com ele em Salvador. Eu não fui. Nunca iria. Não era minha vontade nem intenção um novo relacionamento. Tive dele o que eu quis: sexo. Sexo que me lembrou quem eu era e o que desejava…
Foi fogo em barril de pólvora. Fodemos a primeira vez na viatura. Acho que a segunda também. Aproveitamos todos os momentos possíveis de sexo. Foi uma aventura deliciosa. Que me salvou. Salvou a mulher que sou. Acabou por salvar minha relação.
Sexo. O melhor remédio.

