Sou extremamente antissocial, não tenho paciência para interações com relação a contato físico, tenho manias que quase chegam a ser toc e vivo isolada em um quarto nos últimos 3 meses. Encontrar este site foi uma benção. Me senti aliviada ao ler algumas confissões e saber que não estou sozinha neste barco.
Assim como outros aqui, eu também tenho um perfil fake desde 2009. Já abandonei e voltei diversas vezes… Lá é o meu lugar de refugio e eu só entro quando eu realmente estou mal, pois aquele é o mundo onde eu me sinto confortável de verdade. Conheci pessoas e mesmo à distância, fiz amizades significativas.
Cerca de um mês e meio retornei ao fake. Sei que isso pode parecer um pouco estranho, mas eu só me sinto viva quando estou online. E quando sou obrigada a viver em sociedade, encaro um irmão que está sempre pronto pra me lembrar que eu sou gorda, feia, tenho cabelo ruim, não tenho amigos, um pai que me diz que eu afasto as pessoas, uma mãe que reclama 24h por dia…
E eu não vejo perspectiva nenhuma de futuro. Já tentei psicólogos, mas quem saiu pior foram eles. Já tentei meditações, orações, tudo que se possa imaginar… Não tem jeito! E o que mais me dói é que eu não tenho ninguém em quem possa confiar e contar tudo o que se passa comigo de verdade. Pois todos, sem exceção de nenhum, pegam o que eu digo e usam contra mim, como se eu estivesse em um tribunal.
Recentemente eu conheci uma garota no fake. Vou chama-la de Lola, ok? Ela é incrível e me entende perfeitamente. Não usa o que digo contra mim, não se assusta com meus pânicos ou coisa do tipo. Ela é exatamente tudo o que eu precisava. Mas entre nós existem 2.200km de distância. Tenho tontua só de pensar no que pode acontecer conosco. E mesmo sento muito bom estar com ela, mesmo que virtualmente e de me sentir viva por isso, eu tenho muito medo de machuca-la com minha loucura e de me machucar também.
Eu não paro de pensar nisso e me sinto pior a cada nova possibilidade que surge. Talvez eu esteja ficando louca… Mas uma louca consciente. Não quero machucar ninguém!

