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Quase dei. Vai dar merda.

Eu confesso que estou numa enrascada sem tamanho. O amigo do meu filho estava fazendo uns trabalhos aqui em casa e teve um dia que eu estava Loko. Fazia tempo que eu n?o sentia isso. E desde que casei, estava e em abstin?ncia. Mas bastou eu ficar sozinho em casa, com o rapaz um pouco mais ? vontade, pro diabinho atentar meu ju?zo. As coxas dele e aquele peitoral… Aquilo era mexer demais com minha imagina??o. E v? a silhueta do cacete dele marcando a bermuda me tirou de dentro de mim. Ent?o me ofereci pra dar uma ajudinha. Comecei a descascar a parede com ele s? pra poder sapiar de mais perto. Mas n?o era pra ele perceber. S? que eu fui tomado por um impulso t?o descomunal, que eu simplesmente j? n?o conseguia disfar?ar. E por duas vezes ele me flagrou olhando. De repente ele mudou o assunto. Est?vamos conversando sobre a obra. Mas ele me perguntou como conheci Clara, minha esposa, que estava na loja com meu filho. Ent?o eu contei a minha hist?ria. Ele me olhava com cinismo de quem sabia que eu gostava. E n?o disfar?ava o sorriso sacana, nem as olhadas de leve que dava pra minha bunda. E isso s? me deixou ainda mais ati?ado, mesmo estando muito sem gra?a. N?o tinha como voltar. Meus olhares e atitudes deixavam ?bvio pra ele que eu iria dar pra ele, bastando ele querer comer. E os olhares e atitudes dele deixavam ?bvio pra mim que ele estava propenso a me fazer de mulherzinha. E era evidente. O cacete dele estava bem duro sob a bermuda. E ele fazia quest?o de deixar ? mostra, como que me oferecendo. Uma tremenda covardia. At? que n?o deu mais pra segurar. Eu s? dei uma ligada pra loja pra ver como estavam as coisas. Na verdade para ter um m?nimo de garantia de que ningu?m iria aparecer repentinamente. Acabei de ligar. Bebi uma ?gua, enquanto ele j? estava lixando a parede. Naquele momento ainda pensei em desistir. Eu precisava me recompor. Precisava ser forte. Mas meu tes?o falou mais alto. Voltei no quarto, quase sem ar de t?o nervoso. Apavorado. Sabia que isso era um erro fatal. Mas n?o conseguia nem pensar. Dei uma olhada pra ele, como que pedindo por favor, com os olhos, pra ele desaparecer da minha frente, sen?o eu o iria atacar. Mas a raz?o me segurou e eu fui pro banheiro. Lavei bem o rosto. Me encarei no espelho, me perguntando onde eu estava com a cabe?a e mandando eu tomar ju?zo. Me enxuguei e sentei no sof?. Liguei a televis?o e desliguei o pagode. De repente ele surge na sala com aquele olhar, me encarando, enquanto se dirigia pro banheiro. Eu ouvia o barulho dele mijando, com o cora??o na m?o. Imaginei eu invadindo o banheiro e caindo de boca no cacete mijado dele. S? bissexual sabe o que ? vontade de dar e como ? dif?cil contar o ?mpeto. Quando ele saiu, eu evitei olhar. Fingi estar entretido com o programa. Mas percebi que ele passou me encarando. Agradeci a tudo que ? santo por ele n?o ter dito uma palavra. Depois de um tempo ele me chamou no quarto pra eu ver se estava bom. Eu j? estava mais calmo. N?o estava como eu realmente queria. Mas disse que estava bom. Eu queria era que ele fosse embora. E depois dele guardar o material, se despediu com um at? amanh?. Mas com a cara de quem sabe que vai me fuder. E n?o vou negar que eu vou precisar de muita for?a de tudo que ? santo pra n?o ceder e virar a bunda pra ele. Tem mais de duas d?cadas que eu estou de boa. Agora estou morrendo de medo dele comentar com algu?m. Provas de que eu poderia mesmo ter dado pra ele, de fato eu n?o dei. Mas ficou muito na cara. E se por um lado eu estou feliz por ter conseguido me livrar da tenta??o. Por outro lado, como eu queria tirar leite daquele cacete. Mas com a vontade que eu senti, eu ia espremer aquilo, at? esvaziar o saco dele.

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Escrito por Anônimo

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