Me senti tentado a fazer uma confissão, mas, agora, enquanto escrevo, não consigo definir quantas ou quais confissões fazer. Nós, os seres humanos, às vezes somos um livro de segredos e mistérios que nós mesmos não entendemos muito bem…
Acho que eu, na realidade, quero apenas aproveitar esse momento com você, amigo ou amiga.
Eu agradeço a você. Obrigado por ler minha mensagem. Eu fico muito feliz. Esse mundo em que vivemos é bem maluco, não é?
Esse mundo nos molda, nos machuca, nos alegra, nos desafia… Diante de todos os problemas que vivenciamos, às vezes temos medo. O medo é um sentimento poderoso em nossas vidas.
Nossas vidas…
Eu desejo para você, leitor e ser humano, toda a felicidade que lhe for possível. Do fundo do meu coração, eu quero que você seja feliz.
Eu não conheço você, nunca vi você, mas se você é capaz de ler minhas palavras, então estamos conectados por esse curto e precioso momento.
Vamos encarar muitos desafios ao longo dessa jornada chamada vida, e eu lhe desejo toda sorte, força, saúde e perseverança. Eu tenho 30 anos e, com alguma vivência, tenho poucas certezas e muitas incertezas… Você também é assim. Nós somos assim.
Porém, tenho convicção de que eu preciso de você. De alguma maneira, precisamos sempre uns dos outros.
Por que temos tanto medo uns dos outros? Por que somos tão distantes daqueles que nos cercam, e dos quais dependemos mesmo sem saber?
Nós vivemos em uma caótica sociedade capitalista, materialista, desordenada e somos, a todo momento, bombardeados por informações sobre o que buscar, fazer, vestir, cultuar, sentir…
Sentir…
Às vezes, o que eu gostaria era me mostrar completamente pra você, sem medo, sem mentira, sem segredos, sem mágoas e sem culpa… Olhar no fundo dos seus olhos e dizer: esse sou eu.
E ver você.
Sem arrependimentos, eu diria: eu não faria nada diferente, se o que eu fizesse não me tornasse o que eu sou agora e poder estar junto com você.
Eu não trocaria nada por esse momento com você.
Ainda somos uma tão novos nesse imenso universo… Ainda estamos vivendo uma fase primária do "eu", onde nossos maiores problemas residem em nós mesmos. Será que a nossa raça sobreviverá a essa brutal inconsistência do "eu"?
Até onde o ser humano pode chegar?

