Eu confesso que queria estar morta. Não falo em suicídio, não tenho esta coragem. Primeiro perdi minha irmã e depois minha mãe, que eu adorava, num curto período de 8 meses. Ambas morreram subitamente, sem que eu tivesse tempo de me preparar. Isto foi em 2013. Desde lá finjo que vivo. Sobraram 2 sobrinhas. Uma delas, minha predileta, me ajuda, inclusive financeiramente, mas nela falta empatia. Ela não sabe o que estou passando. Passo dias e semanas e meses sozinha, pensando, tentando dormir para não pensar, não conseguindo dormir. Uma vida miserável, um arremedo de vida. Não vejo motivo para viver. Não quero mais viver. Peço a Deus que me leve para junto de meus queridos.

